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Um conto do Universo

Era uma vez, como tantos, um astro chamado Terra Em rodopios constantes girava pelo espaço, Tanto girou e correu, perdeu mares e tanta serra Tantas palhaçadas deu que se tornou em palhaço…

Pairou como as andorinhas, por tudo quanto era céus, Fez deles sua morada, até alugou uma lua, Pois tinha espaço de sobra que um

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Divagar

Não contar histórias! Vivê-las, vivê-las intensamente… Vivamos nossos defeitos, tê-los na ponta dos dedos… Ponhamos a nossa alma na sua nudez que sente Entre as mãos que agarramos a vida com os seus medos.

Olhemos o nosso umbigo, o elo da amarração Que nos liga às origens p’lo cordão umbilical Donde herdamos os defeitos para nós suprema “bênção” Pois

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Vésperas de Natal na nossa Cidade

Atravesso a Praça, mas olho e com graça As árvores vestidas de folhas que irisam; Mas que eu não piso, mas qualquer um passa, Pisando o tapete que meus pés não pisam.

Pairo sobre as folhas, quero ouvir os cantos, Que nos vêm e ecoam – gotas sussurrantes – De córrego suave, que chora

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Sentado à mesa do café Outra vez com a minha bica, outra vez minha, a canseira, Na busca, olhando à volta, envolto em que magia? Dos cânticos que julgo ouvir; faço o troco na algibeira, Para pagar o pequeno bocadinho de alegria.

Giro a cabeça ao redor, buscando a árvore despida, Ainda sem ver-lhe a forma, mal definida ao sol

“Todo o médico é poeta e todo o poeta é médico”

“Todo o médico é poeta e todo o poeta é médico”

Não existe em S. João da Madeira quem não o conheça. Aos 92 anos Flores Santos Leite, médico e “candidato” a poeta”, vai editar em Janeiro aquele que será o seu primeiro livro de poemas. A sua jovialidade faz dele um homem sem idade. Ainda dá consultas, escreve poemas todos os dias, devora livros, reúne-se diariamente com amigos, dispensa homenagens