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Valsa lenta Na nossa valsa, em seus passos, Deslizam filhos e netos, Tantos sonhos e projectos, Ao ritmo dos seus compassos.

Foram notas de violinos, Vibratos de melodio; Soltou-se toda a alegria, Em canções e tantos hinos.

Pelos salões da existência, Entre veludos/brocados, Ao compasso ou deslocados, Partituras de excelência…

E a harmonia flutuante, Entre brisas e memórias, Trouxe-nos algumas

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Um encontro

Por muito que se não queira, está oculta a realidade, Sobre tudo para quem está de fora a observar; Cada um de nós contem dentro de si a verdade, Abismo misterioso difícil de desvendar.

Fala-se no dia-a-dia de direitos e deveres, Enuncia-se com vontade aqueles deveres sagrados, Mais parece veleidade, caprichos, banais haveres O mais fácil de definir

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O efémero quotidiano – Divagar –

No quotidiano efémero, deste nosso dia a dia Topa-se um horror de coisas, de teor mais divertido, Desde o bairro “paraíso” mais um inferno diria, às lojas mais variadas de conteúdo sortido.

Absurdos contingentes, que nos espreitam mais além, Arrepiantes até, no contexto de um escrito, “O ainda cá estamos”, quando esse tal alguém

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Como é bom gostar de alguma coisa seja o que for…

Gostamos do que e de quem, gostamos do dia-a-dia, E gostamos de fazer o que só nos gostaríamos; Não aquilo que os outros, numa egoística serventia, Gostariam que fizéssemos, e por aí ficaríamos.

É feliz o que fizer o que o seu ego exigir, Nem que o fracture e

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Um alerta virtual e real A todo o tempo e instante, vai-se-nos a privacidade, No mundo da informática, impassível ao processo; Chovem desculpas dos reis, senhores da especialidade, Também dos seus servidores num trajecto de insucesso.

Na área da economia, da saúde e até do sexo Esta marcha implacável, que já não poupa o segredo, Mais simples mais intimista, num

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Passagem dos anos Em teus olhos já não verei O brilho da mocidade, Nem por isso esquecerei Esse teu olhar sem idade.

Olhos negros de carvão No teu rosto de palor, Já me olharam com paixão, Que os meus eram de amor.

Hoje são calmos, serenos, Já de paixão não serão, Bondade neles veremos, E algo de amor ainda terão.

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Esquadrinhando as minhas penas (Intimista)

Vou buscas às minhas memórias O quanto de penas tive, Dentro delas ai! Quantas histórias Inventei, pois nelas estive!

Quantas mais penas vou tendo, Mais minha pena as escreve, E assim as vou escrevendo Para que o mundo não as leve.

Quanto mais penas vou tendo Mais vontade de as viver, E continuo-o as escrevendo

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Tenho mesmo de escrever – obituário –

Estava ainda digerindo o recheio do sucesso, Usando de uma glória, ao desossar um entrecosto, Da nascente poesia do primeiro livro impresso, Quando ouvi a má notícia já era ainda sol malposto.

Partiu mesmo, mesmo agora, é a última caminhada Do meu amigo Ribera, com noventa e oito anos; Levou consigo o tempo,