
Cinco cidades foram escolhidas pelo Governo para testar soluções de restauro da natureza em meio urbano, com São João da Madeira incluída na lista. A medida integra a estratégia nacional para a biodiversidade e deverá avançar com projetos-piloto
São João da Madeira integra o grupo de cinco cidades onde o Governo quer testar intervenções de restauro da natureza em meio urbano. A iniciativa deverá arrancar com projetos-piloto ainda este ano.
A inclusão do município foi anunciada por Maria da Graça Carvalho no debate setorial realizado a 24 de abril na Assembleia da República, onde a governante apresentou o balanço de dois anos de governação e traçou prioridades nas áreas do clima, energia, água e biodiversidade.
A nossa reportagem tentou obter junto da Câmara Municipal de São João da Madeira uma reação a este anúncio, mas até ao fecho da edição não foi possível recolher esclarecimentos.
A responsável pelo Ambiente e Energia afirmou que o executivo tem desenvolvido “um trabalho focado na execução, na resiliência e na sustentabilidade”, apontando medidas já concretizadas e outras em curso. Entre as cidades escolhidas para os projetos-piloto estão também Vila Real, Leiria, Beja e Évora.
No plano da ação climática, destacou a criação da Agência para o Clima, a aprovação do Plano Nacional de Energia e Clima e o lançamento do Mercado Voluntário de Carbono. Para os próximos meses, está prevista a operacionalização do Fundo Social para o Clima, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas e um novo apoio à compra de veículos elétricos, com abertura entre maio e junho.
No domínio da biodiversidade, anunciou um novo programa para a conservação do lince ibérico, com lançamento previsto para 2 de maio, e a apresentação do Plano Nacional de Restauro da Natureza até 1 de setembro.
Durante a intervenção, indicou também que foram identificadas 130 intervenções no litoral na sequência das tempestades deste inverno, das quais 86 deverão estar concluídas antes da época balnear.
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