
É difícil definir, mas o casal considera que o terreno junto à sua habitação, onde residem desde 2010, já não é limpo há três anos “ou mais”. “Temos que cortar a vegetação numa semana, ou de 15 em 15 dias, no máximo. Quando chegamos de férias este ano, não entrávamos mesmo com o carro em casa”, exemplificou Carla Aleixo, em entrevista ao jornal ‘O Regional’. A dificuldade de entrar na sua propriedade, como explicou a residente, prende-se com o excesso de vegetação do terreno ao lado de sua casa, uma situação que se tem “arrastado” no tempo. Inicialmente, o casal começou por contactar a autarquia sanjoanense via e-mail. “Não obtive qualquer tipo de resposta”, adiantou Carla Aleixo. “Este ano, em junho, quando as silvas voltaram a invadir a nossa propriedade, liguei para a Câmara Municipal. Indicaram-me o senhor Pedro, responsável pelo ambiente e limpeza de terrenos, que disse que ia contactar o proprietário daquele terreno”, contou.
Passaram 15 dias após esse contacto, mas a limpeza no terreno não se verificou. “O senhor Pedro disse que era muito complicado falar com o proprietário do terreno”, expôs Carla Aleixo. “Disse também que, no ano passado, a notificação que enviou foi parar a Oliveira de Azeméis e que o senhor em questão vive em Vale de Cambra”, acrescentou. Enquanto aguardam pelo desfecho, o casal tem de lidar obrigatoriamente com a vegetação excessiva e com a “bicharada” inerente, como descreveu José Amorim. “Não interessa se está bonito ou feio; interessa-me zelar pela propriedade. Se estão a entrar silvas [em casa] que incomodam o nosso dia a dia, isto não faz sentido”, explicou Carla Aleixo. “Estamos cansados pela falta de resposta por parte das entidades competentes neste sentido”, admitiu.
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