Sociedade

Miguel Paiva sai ao fim de 11 anos e deixa sucessão em aberto

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Depois de semanas de incerteza, a saída confirma-se. Miguel Paiva deixa a presidência do Hospital de São Sebastião e assume a liderança da Unidade Local de Saúde de São José, em Lisboa, , uma das maiores estruturas do Serviço Nacional de Saúde.

Ainda não é conhecido o nome que o irá substituir, mas O Regional sabe que o atual conselho de administração permanecerá em funções até dezembro deste ano, assegurando a continuidade da gestão durante o período de transição.
O gestor encerra assim um ciclo de 11 anos à frente do então Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, funções que iniciou em fevereiro de 2015, num contexto marcado por constrangimentos financeiros e carências infraestruturais herdadas do período da troika.
Miguel Paiva anunciou a saída recorrendo à sua página pessoal nas redes sociais para divulgar uma mensagem de balanço centrada na transformação estrutural e nos investimentos em curso.
“O percurso que fizemos, do Centro Hospitalar que encontrámos em 2015 à Unidade Local de Saúde que hoje deixamos, é prova viva de que, mesmo em contextos adversos, com limitações e constrangimentos, é possível crescer, inovar e afirmar a excelência”, escreveu, numa síntese do mandato iniciado há mais de uma década.
O responsável destacou a evolução organizativa da instituição e elencou os principais projetos em desenvolvimento, entre os quais a nova Unidade de Oncologia, a introdução da cirurgia robótica, a instalação de ressonância magnética e a nova unidade de internamento e ambulatório de Psiquiatria, bem como a requalificação da cozinha e cantina do Hospital de S. Sebastião. “São sinais de futuro. São a demonstração de que esta instituição continua viva, ambiciosa e preparada para continuar a ser uma referência maior do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.
Na mesma publicação, Miguel Paiva reconheceu o contributo das equipas ao longo do processo de mudança, sustentando que “nada do que alcançámos teria sido possível sem cada um dos profissionais da instituição” e assumindo “profunda gratidão” pelo trabalho desenvolvido em conjunto.
A saída encerra um ciclo iniciado em 2015, período durante o qual a instituição passou de Centro Hospitalar a Unidade Local de Saúde, num contexto de reorganização do Serviço Nacional de Saúde e de reforço das respostas assistenciais.
A recuperação do Hospital de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, é apontada como um dos momentos determinantes do seu percurso. A unidade apresentava fragilidades acentuadas e não registava investimento relevante entre 2009 e 2015, com infiltrações que atingiam consultas externas e enfermarias. A intervenção devolveu condições de funcionamento ao hospital e consolidou a diferenciação na área da Geriatria Aguda, que passou a atrair profissionais para formação especializada.
No Hospital de São João da Madeira, a reorganização dos circuitos operacionais traduziu-se num aumento expressivo da atividade cirúrgica. Com as mesmas salas de bloco operatório, o número anual de cirurgias passou de cerca de 3.500 para 11.000, reforçando a capacidade de resposta e contribuindo para reduzir tempos de espera.
A estratégia de valorização das unidades de proximidade permitiu ainda libertar o Hospital de São Sebastião para a resposta a casos de maior complexidade, promovendo um equilíbrio funcional na rede hospitalar da região.
Miguel Paiva prepara-se agora para assumir a condução da Unidade Local de Saúde de São José, que integra hospitais de referência nacional nas áreas do trauma, transplantação, cardiologia, pediatria e saúde materna, encerrando um ciclo regional marcado por reorganização estrutural e ganhos de eficiência.

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