Sociedade

Rostos sem Máscara, 61 - Sandro Duarte: tatuagem mais que uma arte, é um meio para alcançar objetivos

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O gosto em desenhar desde pequeno e o interesse pela tatuagem fez Sandro Duarte, sanjoanense de 23 anos, começar a tatuar aos 22 e atualmente partilha estúdio com um colega seu, em Oliveira de Azeméis.

Foram seis meses, entre um trabalho que desempenhava no centro comercial 8º avenida e longas noites a praticar a tatuagem em peles de porco que depois de um mês, se tornaram em pedidos de colegas que procuravam desenhos pequenos e simples do artista para adornar os seus corpos e, com isto, foi treinando uma vez por dia, na sua própria casa.
Apesar de anteriormente o seu principal objetivo ser trabalhar, de modo a mais tarde ingressar no ensino superior, Sandro Duarte confessou “sempre gostei desta arte e de desenhar e surgiu-me uma excelente oportunidade para começar a praticar, dado que tive um amigo que me disse que o tatuador dele estava a vender uma máquina de tatuar em segunda mão. Embora não fosse isso que tinha em mente desenvolver, arrisquei. Comecei a tatuar, comecei a levar isto mais a sério mas nunca pensei vir a ser tatuador”.
O autodidatismo que levou à pesquisa e procura por vídeos educativos foi o que fez Sandro aprender constantemente e significativamente sobre tatuagem. O tipo de agulhas que existem, tintas, como fazer sombras ou linhas mais direitas, como aplicar um stencil na pele, como higienizar o local de trabalho e a tatuagem, evitando o risco de infeção são tudo separadores que se encontram no histórico de navegador do tatuador. “Hoje ainda é o dia em que aprendo coisas novas porque surge ou porque ao ver o trabalho de outros percebemos como é que as outras pessoas o desenvolvem. Também devo muito da minha evolução ao meu companheiro de estúdio que me tira todas as dúvidas que possa ter”, integraliza o artista.
Como arte em ascensão, Sandro partilha que as pessoas que mais o procuram são jovens com idades entre os 18 e os 30 anos mas acrescenta que vão existindo pessoas com idades cada vez mais avançadas que abrem as portas à tatuagem. “Já não há aquele preconceito tão firme quanto às tatuagens. Entretanto, a própria atividade já evoluiu e agora com o género da linha fina, as pessoas mais idosas começam a apreciar e a procurar estes trabalhos para fazerem parte integrante de si”, complementa o tatuador.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa de 23 de março ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

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