
O Centro Comunitário Porta Aberta da Santa Casa da Misericórdia presta apoio alimentar a pessoas e famílias carenciadas. Só no ano passado, cerca de 850 pessoas foram apoiadas, o que se traduz em mais de 300 famílias a beneficiarem do apoio.
Este é um serviço que faz a diferença na vida da comunidade sanjoanense. O CCPA da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira resulta de uma dinâmica que reúne setor público, setor privado, empresas, particulares e comércio local, em prol da inclusão social e do combate ao desperdício alimentar. Para além das parcerias públicas com o Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (POAPMC) e com o Banco Alimentar, a instituição destacou “a forte rede solidária concelhia que tem vindo a crescer e a intensificar-se”.
“Temos a sorte de reunir muitas fontes de apoio alimentar”, afirmou o diretor de serviços da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira, Vítor Gonçalves, em declarações ao jornal “O Regional”. “A Santa Casa consegue responder ao problema da carência alimentar, reunindo os apoios da Câmara Municipal, das instituições locais envolvidas, da cantina social e do projeto comunitário de distribuição de alimentos secos do POAPMC. A carência alimentar não tem razão para ser um problema em São João da Madeira; há muitas e boas respostas”, assegurou.
Diariamente, o CCPA recolhe cerca de 200 quilos de bens provenientes de quebras das superfícies Aldi, Continente Bom Dia, Lidl, Mercadona e Wells e do comércio local ‘O Meu Super’ e da Padaria e Pastelaria ‘Flor do Canadá’. Também conta com doações esporádicas de empresas e particulares.
“O reforço que o concelho sentiu na presença de supermercados e hipermercados permitiu-nos reunir recursos para melhor dimensionar esta atividade do Centro Comunitário; prontamente disponibilizaram-se a colaborar com esta iniciativa, assim como o comércio local”, declarou Vítor Gonçalves, descrevendo que “foi na primeira hora que anuíram” em colaborar com o projeto. “O programa de distribuição de alimentos secos distribui cerca de 60 toneladas de alimentos por ano e a recolha nos hipermercados e supermercados, mais o apoio do município, dá cerca de 50 toneladas por ano. O Banco Alimentar distribui 7.7 toneladas”, adiantou.
Perto de 120 toneladas de alimentos por ano. É o número maciço que traduz esta ajuda alimentar, que apoia sensivelmente 850 pessoas. “Temos, em média, cerca de 268 pessoas no programa de distribuição de alimentos secos do POAPMC e mais 574 pessoas nos restantes”, discriminou Vítor Gonçalves. São mais de 300 famílias apoiadas por esta ação do CCPA só no último ano. “Isto é impactante. Há todo um apoio oculto de que as pessoas não têm conhecimento”, exemplificou o diretor de serviços da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira.
“A Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira tem forma de responder e tentar ajudar a contrariar as dificuldades que estas pessoas têm, satisfazendo a carência alimentar. Com todos estes apoios, conseguimos responder a estes casos”, garantiu Vítor Gonçalves, acrescentando: “Sem esquecer os utentes que vão à cantina social. Falamos de 80 refeições por dia; por ano, atingimos um número superior a 30 mil refeições.”
A génese do CCPA nasceu em maio de 2001, na sequência da institucionalização daquilo que era um projeto até àquele momento – ‘Crescer em Família’. Em 2001, a Segurança Social, em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia, institucionalizou-o para ser uma resposta social permanente. A história do Centro Comunitário não se reduz, apenas, à distribuição de alimentos e de refeições a famílias carenciadas; esta é apenas uma das ações que o caracterizam. “Na última década, tem sido um serviço com maior impacto”, considerou Vítor Gonçalves, elencando duas razões específicas – pelo facto de as “necessidades existirem” e por terem encontrado “parceiros disponíveis a colaborar” com a instituição no âmbito da distribuição de quebras alimentares.
O objetivo deste serviço é, sem dúvida, “fazer chegar os produtos doados a quem deles mais precisa”. Neste sentido, para além da entrega gratuita e diária de cabazes de alimentos e produtos de higiene a estas famílias, o CCPA também distribui excedentes de pão, pastelaria e legumes por outras instituições de apoio social. É o caso da Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira, a Associação de Jovens Ecos Urbanos e a Fazenda dos Animais.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3988, de 16 de maio de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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