Sociedade

Projeto piloto municipal faz “Mais do que Cuidar”

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Na última reunião de Câmara foi apresentado o projeto piloto “Mais do que Cuidar”, que pretende dar descanso a cuidadores informais e promover o bem-estar, inclusão e participação ativa de pessoas com deficiência.

A iniciativa decorrerá no fim de semana de 12 a 14 de junho no Centro Social João Paulo II, na Apúlia, sendo que as atividades a desenvolver serão orientadas para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida, incluindo atividades sensoriais e de relaxamento, expressão artística e criativa, atividades físicas adaptadas, momentos de convívio e socialização e experiências diferenciadas fora da rotina habitual dos participantes. Em declarações ao jornal O Regional, a vereadora Dulce Santos contextualizou que, na sua grande maioria, as pessoas com deficiência do concelho vivem integradas em contexto familiar, em que os cuidados diários são assegurados por cuidadores informais, frequentemente familiares diretos. “Estes cuidadores desempenham um papel essencial e contínuo, marcado por elevada exigência física e emocional, ausência de períodos regulares de descanso e, muitas vezes, por uma reduzida rede de suporte formal ou informal”, explicou Dulce Santos. “Em simultâneo, muitas pessoas com deficiência dispõem de poucas oportunidades estruturadas de participação em atividades de lazer, convívio e desenvolvimento pessoal, o que limita a sua qualidade de vida e inclusão social”, completou.
Neste contexto, a autarquia considerou “pertinente” a criação de uma iniciativa municipal estruturada que atue em duas dimensões complementares, nomeadamente no “apoio ao descanso e à redução da sobrecarga dos cuidadores informais” e na “promoção de experiências de bem-estar, participação e qualidade de vida para as pessoas com deficiência”. Nesse sentido, o projeto piloto “Mais do que Cuidar” visa contribuir para o “equilíbrio familiar e a inclusão social” ao “reduzir a sobrecarga física e emocional dos cuidadores informais” e ao “promover a participação social, o combate ao isolamento das famílias e o reforço da rede local de apoio social”.
O programa consiste na realização de um fim de semana prolongado para pessoas com deficiência com a duração de três dias e duas noites, sendo assegurado acompanhamento especializado permanente, “24 horas por dia”, num “ambiente seguro, inclusivo e estruturado”, com “atividades desenvolvidas fora do contexto habitual dos participantes”. As despesas com o transporte de ida e volta para todos os participantes, com a estadia e refeições durante os três dias, incluindo os honorários dos cinco acompanhantes e o respetivo seguro, serão asseguradas pela autarquia. “O modelo de funcionamento para esta primeira iniciativa prevê um grupo de 10 participantes e cinco acompanhantes, num total de 15 pessoas”, adiantou a vereadora Dulce Santos.
As destinatárias do projeto piloto são as pessoas com deficiência em situação de dependência, integradas em contexto familiar e não institucionalizadas a tempo inteiro. A residência no concelho e a existência de cuidador são condições obrigatórias para usufruir da iniciativa. “Os participantes serão identificados pelas entidades e instituições do concelho que intervêm com pessoas com deficiência, de acordo com o nível de sobrecarga do cuidador, a fragilidade ou inexistência de rede de suporte e a comprovada situação socioeconómica vulnerável do agregado familiar”, enumerou Dulce Santos. A iniciativa será sujeita a monitorização e avaliação de impacto com elaboração de relatório quantitativo e qualitativo, com vista à futura implementação de um programa municipal de descanso do cuidador “mais alargado e regulamentado”.

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