
O novo bloco irá incluir oficinas, laboratórios e escritórios. Ao nível da funcionalidade, uma das marcas distintivas passa pela criação de condições para a redução das necessidades de consumo de energia.
A proposta vencedora do Concurso de Conceção do Projeto do Edifício SIII do Parque Tecnológico da Sanjotec, apresentada por “Girão Lima Arquitetos, Lda”, aponta para construção de um edifício envidraçado de quatro pisos acima do solo e um subterrâneo, além do estacionamento. De acordo com este estudo conceptual, a que “O Regional” teve acesso, a eco-sustentabilidade será uma marca dessa obra, que apostará em soluções “com reduzido impacto ambiental e com elevada eficiência energética”.
Em termos estruturais, no Piso -1 (acima do estacionamento subterrâneo) localizam-se oficinas, zonas de cargas e descargas, bem como de logística. No piso 0, além da receção e mais áreas oficinais, está prevista a criação de espaço polivalente para exposições, apresentações, conferências, reuniões e outras iniciativas. Espaços empresariais, como escritórios, áreas de co-working e salas de reuniões, vão ficar distribuídos, essencialmente, pelo 1.º e 2.º pisos, enquanto no 3.º, que inclui um terraço, vão ficar instalados os laboratórios.
“Cortina Ventilada” e “jardim” interior
Ao nível ambiental há dois elementos que os autores da proposta destacam na caracterização que fazem do novo edifício: a fachada “Cortina Ventilada” e a “Fábrica do Ar”. A primeira “permite reduzir o impacto da radiação solar e controlar a captação de luz natural”, assim como reduzir o gasto energético na climatização no interior do edifício.
Já a “Fábrica do Ar” é um espaço que procura dar resposta às necessidades de tratamento do ar no edifício, “poupando energia e reduzindo substancialmente os custos de manutenção”. Trata-se de um “jardim” interior formado por conjunto de plantas para purificação do ar.
No espaço exterior, a proposta vencedora aponta para uma articulação entre o futuro edifício e Parque de Nossa Senhora dos Milagres, “através de um sistema de percursos e enfiamentos visuais definidos pela estrutura arbórea”. Haverá ainda uma praça e anfiteatro que vão constituir espaços de “encontro e reunião informal entre os vários utilizadores e visitantes do parque tecnológico”.
Concluído o concurso de conceção e escolhida a proposta vencedora pelo júri, segue-se a elaboração do estudo prévio e projeto desta expansão da Sanjotec, obra que o presidente da Câmara de S. João da Madeira, Jorge Sequeira, considera importante para a “inovação industrial e apoio ao empreendedorismo”.
O objetivo é reforçar, nomeadamente, a “captação e fixação de novas empresas da área tecnológica” no concelho, como o autarca frisou, em outubro de 2021, no discurso de tomada de posse para o seu segundo mandato à frente do município. “É necessário que a cidade continue a criar riqueza, prosseguindo a senda de inovação e de empreendedorismo que a caracteriza”, afirmou então.
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