
O Projeto “Lugares de Encontro”, coordenado por Maria João Leite e promovido pela Associação de Jovens Ecos Urbanos, terminou após 28 meses de atividades dedicadas às famílias monoparentais no feminino do concelho de S. João da Madeira.
A sessão de encerramento, que decorreu no dia 27 de setembro, entre as 18h e as 20h, na sala dos Ecos Urbanos, na Oliva Creative Factory, foi oportunidade para as participantes e desenvolvedoras do projeto partilharem os resultados e experiências que moldaram estes últimos dois anos e quatro meses. Através de um filme explicativo daquilo que se tornou o “Lugares de Encontro”, produzido por Joana Rodrigues, amigos, entidades parceiras, participantes diretos e indiretos reuniram-se para celebrar as conquistas alcançadas e discutir os próximos passos.
O projeto “Lugares de Encontro” abordou uma ampla gama de tópicos relevantes para as famílias monoparentais no feminino participantes. Isso incluiu educação não formal, sessões formativas, workshops, visitas culturais, oficinas de teatro, escuta ativa e expressão criativa para mães e filhos. Além disso, foram explorados temas como sororidade, diversidade, identidade, relações e género, bem como o empoderamento feminino.
As atividades que se desenvolveram à terça e à quarta-feira também ofereceram ocupações como uma oficina de bordados sensoriais, conversas em círculo, partilhas poéticas, sessões cósmicas e de relaxamento, workshops de culinária empreendedora e muito mais. Na finalidade de criar um ambiente seguro e de apoio para mães, as crianças tinham, igualmente, a oportunidade de se envolver em atividades criativas e educacionais.
Maria João Leite, coordenadora do projeto “Lugares de Encontro”, destacou a importância deste projeto que abordou a sobrecarga que a monoparentalidade traz às mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconómica. “Neste grupo de mulheres, destacava-se um excesso de papéis, uma rotina esgotante, onde achavam não terem força para pensarem em si, só se viam no papel de mães”, enfatizou Maria João Leite. Desenvolvido em parceria com diversas entidades locais, o projeto procurou criar laços de sororidade e oferecer apoio essencial a essas famílias.
Levantada a questão “será que temos tempo de parar um pouco para refletir ou estamos presas num ciclo extenuante de trabalho ou de papéis diferentes que a maternidade acarreta que nos descentraliza?”, difundida pela coordenadora do projeto, foi ressaltado o desejo em querer proporcionar um espaço “seguro” para que as participantes se pudessem redescobrir e fortalecer. “No final deste percurso vejo pessoas diferentes e vejo pessoas a descobrirem-se a si próprias e vejo-me a descobrir-me a mim própria.”, concluiu Maria João Leite.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3942, de 5 de outubro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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