
Monumento evoca vitória do “General sem Medo” em S. João da Madeira, nas eleições presidenciais de 1958. Inauguração está agendada para as 18h30, junto à Praça Luís Ribeiro.
O programa do 98.º aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira inclui a inauguração do monumento de homenagem ao General Humberto Delgado, como O Regional havia antecipado no início de setembro. Esse momento está agendado para as 18h30 do Dia do Município e feriado municipal, que se assinala no dia 11 de outubro.
Trata-se de uma estátua fundida em bronze, em que o “General sem Medo”, como ficou conhecido, surge representado “em pose de saudação, segurando um chapéu na mão”, na descrição feita pelo autor do monumento, Leonel Moura, artista plástico natural de Lisboa que foi o vencedor do concurso de ideias lançado pela Câmara de S. João da Madeira para a evocação da vitória de Humberto Delgado no concelho, nas eleições presidenciais de 1958.
Representando Humberto Delgado numa pose reconhecida da campanha eleitoral de 1958, com um chapéu numa das mãos, o monumento ficará localizado no espaço ajardinado situado na confluência da Rua Visconde com a Rua do Dourado, junto à Praça Luís Ribeiro, no centro da cidade.
Outros momentos do programa
O programa das comemorações do Dia do Município inclui também a tradicional missa na Igreja Matriz, pelas 9h30, seguindo-se a romagem aos cemitérios, nomeadamente para homenagear os autarcas sanjoanenses falecidos.
Pelas 11h00, tem lugar, em frente ao edifício do Fórum Municipal, o hastear de bandeiras, que antecede a atividade “Celebrar a Nossa História”, a realizar no mesmo local, com a participação de alunos das escolas de S. João da Madeira.
Ao meio-dia, terá início a sessão solene comemorativa do 98.º aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira, que, como habitualmente, decorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal.
Da parte da tarde, o programa prossegue, então, com a referida cerimónia de inauguração da estátua do General Humberto Delgado, às 18h30, junto à Praça Luís Ribeiro, culminando, à noite, com um concerto da Banda Sinfónica da GNR, na Casa da Criatividade.
“Carta de alforria”
S. João da Madeira foi palco, nas primeiras décadas do século XX,de um assinalável progresso, assente num grande crescimento industrial, que se refletiu também ao nível populacional, com a então vila a registar um número de habitantes superior ao de várias outras localidades da região.
Este forte desenvolvimento viria a ser determinante para a emancipação concelhia, oficializada por decreto de 11 de Outubro de 1926, que criou o Município de S. João da Madeira. Nesse documento, considerava-se o novo concelho como o “centro industrial mais importante do distrito de Aveiro” e assinalava-se que o seu desenvolvimento económico e social estava a ser “sufocado pela sua inferior categoria administrativa”.
No fundo, como escreveu Maurício Antonino Fernandes na monografia “S. João da Madeira Cidade do Trabalho”, nessa data foi concedida ao povo sanjoanense a sua “carta de alforria”, traduzida na autonomia administrativa em relação a Oliveira de Azeméis.
Nesse processo de independência, revelou-se decisiva a ação dos notáveis que constituíram o “Grupo Patriótico Sanjoanense” e que estiveram na génese do nosso jornal, fundado em 1922, cujas páginas deram “voz” aos anseios e aspirações dos sanjoanenses e à sua vontade de emancipação.
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