
A Praça Luís Ribeiro voltou a transformar-se num palco a céu aberto com a 8.ª edição das “Gin & Street Food Sessions”. Ao longo do passado fim de semana, durante os dias 5 e 6 de setembro, a Praça Luís Ribeiro acolheu milhares de visitantes de todas as idades, vindos de diferentes pontos do país, num evento que alia sabores, música e o convívio. As ruas vibraram com a mistura de aromas de street food, a diversidade de gins artesanais e a energia das atuações ao vivo.
André Oliveira, da ginT, de Vila do Conde, uma das marcas presentes no festival, explicou que, apesar do tempo nem sempre favorecer, o entusiasmo permanece intacto. “Na experiência que temos de quatro anos, o tempo nem sempre ajuda. No primeiro dia, por exemplo, a afluência esteve um pouco abaixo do esperado. Mas mesmo assim, é ótimo ver que o público, especialmente os sanjoanenses que já nos conhecem, continuam interessados em vir até cá experimentar e conhecer novas marcas.”
A estreia da Black Wolf Gin neste festival trouxe também novas perspetivas. Nádia Santos, proprietária e dinamizadora da marca comentou: “A nossa imagem foi bem recebida e as pessoas mostraram curiosidade pelos produtos. Claro que as vendas são importantes, mas acima de tudo queremos dar a conhecer a marca. Para o próximo ano, se tivermos oportunidade, certamente voltaremos.” Os visitantes puderam experimentar dois gins distintos: o original, intenso e herbal, e o Citrus, perfumado e feito a partir de cinco tipos de citrinos, incluindo tangerina. “É fantástico ver pessoas a interessarem-se pelo que produzimos, a fazer perguntas e a querer saber mais sobre os nossos gins. É este tipo de contacto que torna o festival relevante”, acrescentou.
O evento não se limitou às marcas artesanais de bebidas, sendo que grupos de amigos e algumas associações também se juntaram para criar as suas próprias bancas, vendendo gins pensados por eles. Fernanda Fonseca, da Associação dos Amigos do Parque Nossa Senhora dos Milagres, sublinhou a importância de iniciativas que movimentam a cidade, onde “mesmo com menos pessoas na sexta-feira, conseguimos algum lucro e consideramos que valeu a pena. Queremos continuar a participar e criar novos eventos. Este tipo de iniciativa deveria acontecer mais vezes”, algo que atrai o público e mantém a cidade viva.
Entre os visitantes, a experiência não é apenas gastronómica. Bárbara Sousa, responsável pelo seu próprio spot, contou como a interação com o público transforma cada dia do festival, referindo que “no primeiro dia, conseguimos vender bastante bem. É um evento que mistura comércio, música e convívio de uma forma muito agradável.”
O lado musical das “Gin & Street Food Sessions” continua a ser um dos pontos fulcrais para todos os que visitam o festival. Sendo assim, o spot da Banda de Música de S. João da Madeira fez questão de marcar presença contínua em cada edição. “Embora o primeiro dia não tenha corrido como esperado em termos de afluência, continuamos a inscrever-nos todos os anos porque queremos dinamizar a associação e a vida cultural da cidade. O festival tem vindo a melhorar, tanto na qualidade dos artistas como na diversidade de ofertas. Se não for este, que mais eventos temos?” Esta componente musical, com nomes como Cláudia Pascoal e Expensive Soul, trouxe energia e excelência artística, consolidando o festival como uma experiência completa.
A centralidade do festival para a economia local também foi evidente. Os estabelecimentos comerciais aderentes notaram um aumento significativo de movimento, com pessoas a frequentarem cafés, lojas e restaurantes antes e depois de visitarem os spots do festival. “O festival ajuda a cidade a ganhar vida, faz com que as pessoas saiam de casa e descubram novos espaços”, referiu José Silvério Sequeira.
O tema desta edição, “Cowboys”, reforçou a ligação à tradição local da chapelaria, símbolo histórico de S. João da Madeira e do ponto de vista institucional, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira, destacou o impacto positivo do festival na cidade: “Com a edição deste ano das ‘Gin & Street Food Sessions’, o evento voltou a afirmar-se como um dos mais marcantes do calendário turístico. Ao longo de dois dias, a cidade acolheu milhares de pessoas, de diferentes gerações e de vários pontos do país”, que não quiseram perder esta celebração de sabores, música e convívio ao ar livre.
Jorge Vultos Sequeira salientou, igualmente, a colaboração que tornou o festival possível.“É de inteira justiça reconhecer o trabalho de todos, desde os Bombeiros e a PSP, aos parceiros e colaboradores da autarquia, expositores e estabelecimentos comerciais. Cada um contribui para o dinamismo e autenticidade do evento.”
Entre gins artesanais, pratos de street food, música ao vivo e bancas de amigos a vender as suas criações, S. João da Madeira projetou-se como destino turístico, com ligação à comunidade e à cultura.
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