Rostos sem Máscara - 1 - Georgina Neves: “As pessoas desconhecem a pressão de uma cozinha”

Georgina Neves dá tudo de si, em cada prato que prepara para os utentes da Santa Casa da Misericórdia. Rostos sem máscara, escondidos entre uma cozinha onde todos os dias encontra um desafio diferente pela frente.
Uma conversa na cozinha. Foi esse o mote da entrevista a uma das cozinheiras da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira. Ao final da manhã de sol envergonhado nos primeiros dias de outubro, numa cozinha remodelada, acompanhámos Georgina Tavares Neves, entre panelas, facas, e dicas de quem há vários anos cozinha quase todos os dias. Num ápice, e enquanto conversávamos, ia dando dicas de como se prepara uma sopa de legumes, vitela gizada e cozida.
Não foi preciso muito tempo para perceber e sentir que tudo ali era feito com gosto e muito carinho. A nossa entrevistada começou a sua atividade profissional noutro ramo que não a cozinha. Trabalhou na área do calçado com o marido, mas o negócio não correu como desejava. Não baixou os braços. Fez várias formações na área da restauração. Estudou, e ainda estuda, para tirar o 12.º ano de escolaridade. Aos 59 anos assume-se uma lutadora. “Já tinha o gosto por cozinhar, pois perdi os meus pais muito cedo, e dizem que a minha mãe era uma boa cozinheira. Possivelmente herdei isto dela”, enfatiza.
Entrou para a Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira há 11 anos. Hoje gere os seus dias numa das cozinhas da instituição Tudo tem que estar pronto a horas. Ao almoço são servidas cerca de 70 refeições. Ao jantar menos.
Artigo disponível, em versão integral, na edição nº 3860 de O Regional, publicada em 7 de outubro de 2021
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