
O desemprego subiu em S. João da Madeira no mês de setembro de 2023, que contabilizava 890 pessoas sem trabalho, o que corresponde a mais 70 do que em agosto do mesmo ano.
Os números foram avançados pela União de Sindicatos de Aveiro (CGTP), relativamente ao mais recente relatório do emprego divulgado relativo ao segundo trimestre de 2023, e que revela que “um grande número de trabalhadores perdeu o emprego. No distrito, mesmo em período de emprego sazonal, pelo quinto mês consecutivo o desemprego registado aumentou”.
A mesma fonte sindical adianta que no cruzamento dos dados de pessoas que ficaram sem emprego e divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), relativamente ao segundo trimestre de 2023, concluem que “a diminuição do desemprego e a criação de emprego está a desacelerar”.
Em setembro deste ano, 52,08% dos desempregados que se inscreveram nos centros de emprego do distrito tinham vínculo precário. Segundo o (IEFP), o Distrito de Aveiro “continua a ser o quinto distrito com mais desemprego registado”, contabilizando, naquele período, 18.490 inscritos (mais 949 desempregados que em agosto). Já em termos homólogos, o desemprego também neste distrito afetou mais 1.541 pessoas, “seguindo a tendência do continente que aumentou 16.480”. No segundo trimestre do ano passado, a taxa de emprego situou-se nos 57,0%.
Aquela estrutura sindical refere ainda que no distrito, mesmo em período de emprego sazonal, o desemprego registado aumentou. “Os trabalhadores com vínculo precário são os primeiros a ser despedidos. No mês de setembro, 52,08% dos desempregados, que se inscreveram nos centros de emprego do distrito, tinham vínculo precário”.
Dos 18.490 desempregados registados em setembro de 2023 no IEFP, apenas 13.002 recebiam proteção social de desemprego, com o valor médio de 593,30 euros, pouco acima dos 551 euros.
Do cruzamento de dados do INE e do IEFP feita pela USA, verifica-se que o desemprego estatístico no distrito ronde os 40 mil trabalhadores. “No entanto, o IEFP assume somente 18.490 desempregados. Mesmo considerando as 996 colocações assumidas pelo IEFP, fica por explicar o que aconteceu aos 2.097 desempregados em falta, só no mês de setembro”, refere o sindicato.
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