
Neste fim de semana, foram vacinadas, em S. João da Madeira, cerca de mil crianças, na faixa etária dos 9 aos 11 anos. Apesar de ser recomendada pela Direção-Geral da Saúde, a decisão cabe aos encarregados de educação, que têm a palavra final.
Chegaram descontraídos ao centro de vacinação instalado nas instalações da Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira. Umas vinham de mãos dadas com os pais. Outros com o telemóvel na mão, mas muito bem informados relativamente aos benefícios da vacina.
Ângelo Gonçalves, de 10 anos, e a irmã Laura, de 9, foram das primeiras crianças a serem vacinadas, sábado de manhã no Centro de Vacinação da Oliva. “Não gosto muito de agulhas, mas é para me defender”, diz Ângelo, de olhar caído. Já a irmã é mais destemida. “Não doeu nada. Não tenho medo. Estou bem e, assim, fico mais protegida para andar na escola”, diz convicta. João Gonçalves, pai das crianças, explicou a ‘O Regional, que “em momento nenhum” hesitou quando às vantagens da vacina contra a covid-19 para a proteção dos seus filhos. “Surgiram algumas interrogações iniciais, as mesmas que sentimos quando a vacina surgiu para os adultos”. Depois de ouvir os “especialistas, fizemos questão de agendar logo para o primeiro dia”, acreditando que “nesta situação as vantagens superam as desvantagens”. Este encarregado de educação diz ter feito o trabalho de casa. “Expliquei-lhes a importância desta vacina para eles”, e não escondia a satisfação da reação dos filhos. “Portaram-se muito bem”, destacando o trabalho “incansável” da equipa de enfermagem.
Artigo disponível, em versão integral, na edição nº 3871 de O Regional,
publicada em 23 de dezembro de 2021
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