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Como criar um plano de finanças pessoais para quem tem créditos

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Conseguir poupar, nos dias que correm, pode parecer uma missão impossível. Entre despesas fixas, que incluem o crédito à habitação e o crédito automóvel, e  despesas variáveis (como, por exemplo, a conta da eletricidade), as famílias atravessam sérias dificuldades.
Ficar com uma margem de poupança após realizar todos os pagamentos é bastante complicado. O cenário torna-se, cada vez mais, desafiante pelo aumento global dos preços, acompanhado do aumento considerável do valor das rendas.
Assim, os agregados devem unir esforços e procurar soluções que permitam não só viver com todas as necessidades asseguradas, mas também conseguir juntar, com foco no futuro.

Impacto dos Créditos no Orçamento Familiar

Há um aumento crescente do número de portugueses com dívidas a entidades financeiras, impulsionado pelas taxas de juros elevadas e pela inflação. Em consequência, parte da população acaba por hipotecar potenciais projetos futuros, para conseguir dar resposta atempada a todos os seus compromissos atuais.

Os créditos com maior procura, no mercado atual, são:
• Crédito habitação - Montante que se destina à construção ou aquisição de um imóvel.
• Crédito pessoal - Poderá ter diferentes finalidades, entre as quais o financiamento de uma viagem, compra de equipamentos para a casa ou, até, para tratamentos de saúde e bem-estar.
• Crédito automóvel - Financiamento para ser utilizado na compra de um veículo automóvel.
Apesar dos créditos permitirem que os portugueses concretizem, num curto espaço de tempo, os seus objetivos imediatos, por outro lado dificultam a vida a quem pretende fazer poupanças.
Assim, é fundamental procurar alternativas para quem conta com um ou com vários créditos, para que possam criar condições que lhes permitam gerir os seus rendimentos de forma vantajosa e criar planos de finanças.

Dicas para Criar um Plano de Gestão de Finanças Pessoais
Se tem apenas um crédito, então, estas dicas vão ajudá-lo a otimizar o seu orçamento familiar:
1. Estabeleça prioridades - Deve priorizar os seus gastos essenciais e evitar compras apenas por impulso.
2. Faça contas - De forma a utilizar, da forma mais eficaz possível, os seus rendimentos, é importante calcular os gastos mensais reais e indispensáveis. Estes pagamentos deverão ser os primeiros a ser realizados, antes de quaisquer outros, adicionais. No caso dos créditos, em particular, é essencial cumprir os prazos de pagamento, de forma a evitar quaisquer consequências de possíveis incumprimentos.
3. Ajuste os seus gastos - Deve tentar usar os seus rendimentos da forma mais eficiente possível. Assim, pode, por exemplo, rever a sua tarifa de eletricidade e perceber se é a que melhor se ajusta às suas necessidades ou, por outro lado, procurar utilizar mais os transportes públicos, evitando despesas adicionais relacionadas com o seu carro.
4. Estabeleça objetivos concretos - Para o seu plano de gestão de finanças surtir resultados, é essencial estabelecer objetivos, realistas e mensuráveis, que permitam uma organização estruturada dos orçamentos. Além de servirem de guião para os próximos passos, são também uma ferramenta importante de automotivação.
5. Crie um fundo de emergência - Deve estar preparado para situações inesperadas. Assim, criar um fundo de poupança, em caso de necessidade, pode ser uma salvaguarda para quaisquer imprevistos. O fundo deverá ser utilizado somente em caso de extrema necessidade. O seu total deverá ser igual ou superior ao gasto de, pelo menos, 6 meses de despesas.

Por outro lado, se conta com dois ou mais créditos, então há soluções imediatas que pode começar, já, a analisar:
1. Renegociar os seus créditos - Deve expor a situação ao seu banco e avaliar a possibilidade de renegociar as condições do seu crédito como, por exemplo, o prazo para pagamento e as taxas de juros. Desta forma, terá mais margem de rendimentos e poderá organizar, de forma mais proveitosa, o seu vencimento.
2. Calcular a sua taxa de esforço - Ao calcular a sua taxa de esforço, terá uma noção concreta da fatia do seu rendimento que é, de facto, utilizada para pagamento de dívidas. Desta forma, terá uma visão mais realista do estado das suas finanças pessoais, o que permitirá otimizar gastos.
3. Consolidar os seus créditos - Se conta com dois ou mais empréstimos, então pode considerar a consolidação de créditos. Ao juntar os créditos num só, terá a possibilidade de pagar apenas um financiamento, num ato mensal único. Assim, esta solução permite diminuir a prestação a pagar, potenciando a poupança imediata. Poderá analisar as melhores ofertas, através do simulador online gratuito.
Cada realidade familiar é única e, como tal, as soluções devem ser pensadas e analisadas tendo em conta o contexto de cada agregado e os seus objetivos financeiros específicos.

Portanto…
Gerir as suas finanças pode ser complexo, dada a quantidade de obrigações que cada família suporta. Considerando todas as despesas e os custos associados ao pagamento de créditos, gerir eficazmente o orçamento pessoal e, ao mesmo tempo, conseguir poupar nunca foi tão desafiante.
Neste âmbito, é fulcral procurar soluções que favoreçam o pagamento das prestações e, ao mesmo tempo, deixem margem para poupanças. Como tal, é importante definir objetivos realistas, estabelecer prioridades e gerir gastos.
Há pequenas ações que podem fazer a diferença na gestão eficaz das finanças pessoais, entre as quais a revisão da tarifa de eletricidade, a diminuição de gastos associados às deslocações (dando preferência à utilização de transportes públicos) e o corte imediato em compras não essenciais.
Para famílias que contam com dois ou mais créditos, há soluções imediatas que poderão auxiliar neste processo, com destaque para o crédito consolidado, que permite uma redução considerável da prestação a pagar, deixando margem para uma gestão mais proveitosa dos rendimentos e, assim, para fazer poupanças.

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