Sociedade

Coligação considera “insuficiente” obra que vai intervir nas ruas da cidade

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A Coligação ‘Melhor Cidade do País’ voltou a alertar para a degradação das vias do concelho, considerando “insuficiente” a empreitada de 700 mil euros que vai intervir em diversos arruamentos.

O assunto não é novo e tem vindo a ser amplamente discutido nas reuniões de executivo. No regresso das férias de Verão, o vereador da Coligação PSD/CDS/IL, Tiago Correia, voltou a abordar o estado de degradação das ruas da cidade, considerando que a empreitada de 700 mil euros prevista pelo município “é completamente insuficiente”. Ao todo, disse o vereador, serão 16 os arruamentos contemplados nesta obra que, no seu entender, responde apenas “a um quinto daquilo que é necessário neste momento”.
O social democrata alertou que a empreitada tarda em arrancar e teme que, com o período de chuvas, a repavimentação das estradas seja ainda mais morosa. “É uma das coisas que todos os anos inscrevemos no orçamento e que tem tido pouca execução ou nenhuma”, atirou Tiago Correia, afirmando que em tempos “toda a gente considerava que as estradas de S. João da Madeira eram as melhores da região”. Atualmente, o cenário é outro, entende o vereador, que acusou o executivo de “falta de manutenção preventiva”. “Se tivesse sido feita mais amiúde, não tínhamos situações como temos”, constatou. E deu o exemplo da rua D. Afonso Henriques, que se apresenta muito degradada, ou da rua Visconde. “Nós só vamos intervir nestas duas ruas nos sítios onde estão pior, mas há sítios onde já têm um grande desgaste e acho que temos de olhar para esta questão”, alertou.
Em resposta, o vice-presidente do município, José Nuno Vieira, concordou que há diversas ruas da cidade a necessitarem de intervenção. O autarca recordou o inverno de 2022, particularmente chuvoso, que agravou a situação de algumas vias e que levou até o executivo a repensar prioridades na manutenção das vias. José Nuno Vieira refutou a ideia de que as verbas inscritas no orçamento não tenham sido executadas, afirmando que o valor afeto tem sido sempre executado na totalidade. “Todos os anos temos feito pavimentações, tentamos fazer essa manutenção periodicamente para evitar até que se tenha de fazer numa escala muito maior”, argumentou.
A empreitada que vai intervir em várias vias do concelho e que estava prevista arrancar em julho sofreu adiamentos devido a “constrangimentos do plano de trabalhos do empreiteiro”, mas deverá arrancar esta quinta-feira. José Nuno Vieira realçou a magnitude da empreitada, a maior dos últimos dois mandatos e, “se calhar, até da década, pelo menos em termos de valor absoluto de intervenção”. O autarca deu ainda uma “boa notícia”. Além das intervenções previstas no concurso, foram identificadas outras necessidades “de continuidade da pavimentação” em alguns arruamentos. Vão ser acauteladas através de um “contrato de trabalhos complementares” que vai alargar o âmbito das pavimentações, nomeadamente na rua D. Afonso Henriques.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3952, de 7 de setembro ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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