
O projeto Interferências 1.0 apresentou a quinta e última criação artística, na praça Luís Ribeiro, no passado sábado, dia 9. Um programa de rádio, de emissão única, deu nota das memórias, dos desejos e das críticas ao coração de S. João da Madeira.
“Em tempos, era da praça que Mário Eco lançava uma rádio em altifalantes, passando discos que as pessoas que por lá passavam pediam”, sustenta a sinopse deste programa de rádio, construído por pessoas da comunidade sanjoanense orientadas por artistas, que começou por contar quem foi Luís Ribeiro.
Durante esta hora de emissão única, houve também espaço para discos pedidos, ou, melhor dizendo, apenas pedidos, que responderam sobre o que gostariam de ver na praça.
Mais flores, mais movimento e pessoas, trânsito, o desaparecimento do edifício Parque América, um parque infantil, cafés abertos ao domingo, música, árvores, casas de banho públicas e outras iniciativas culturais foram os pedidos de mais destaque, recolhidos através de um vox pop, feito pelos participantes a pessoas que frequentam a praça. Também há que entenda que a praça está melhor agora do que antes e que, por isso, não tenha pedidos – que é como quem diz, não mudava nada.
Foram ainda recordadas algumas memórias da praça, como o pirilau, mas também os tempos em que ali se encontrava um sinaleiro.
Na música, escutou-se o artista local André Soares, que revelou que vai lançar um disco.
No desporto, recordou-se um derbie regional de hóquei em patins, datado de 1970, “que nunca existiu, mas que, sobretudo, interferiu nas vidas de todas as pessoas que a [rádio] construíram nos últimos meses”.
Artigo disponível, em versão integral, na edição nº 3900 de O Regional,
publicada em 14 de julho de 2022
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