
Associação Comercial e Industrial de S. João da Madeira quer ter uma voz mais ativa e ser um “parceiro privilegiado” da Câmara Municipal
A Associação Comercial e Industrial de S. João da Madeira (ACIsjm) diz estar desiludida com a Câmara Municipal, por esta não a envolver, “com a devida antecedência”, na elaboração da programação e na “estratégia de atividade”, relativamente à programação de Natal. “Julgamos que o município e a comunidade poderiam ter beneficiado mais”. Apontam, por exemplo, o “desinvestimento da iluminação de Natal”, que, na opinião do (ACIsjm), “poderia ter tido uma alternativa capaz equivalente e com um efeito crítico provavelmente diferente”, caso a associação fosse um “parceiro privilegiado”, principalmente nas iniciativas culturais que envolvam o comércio e o mundo empresarial. “Se formos antecipadamente chamados pela autarquia para desenvolvermos um projeto, provavelmente, conseguimos colaborar de outra forma, mesmo financeiramente”, refere o presidente da associação comercial de S. João da Madeira.
A reação da direção da associação surge depois de uma “análise crítica” às atividades desenvolvidas no Natal de 2022, que “evidenciaram uma baixa dinâmica” na cidade e no comércio local, “consequência de atividades que tiveram pouca adesão, desenquadradas umas das outras”, a que se juntou a “falta de atratividade, resultante de uma iluminação natalícia insuficiente, sem que fosse substituída por uma dinâmica alternativa e uma programação mais agressiva, como ocorreu nos concelhos vizinhos”, assumiu o presidente, Paulo Barreira, em conferência de imprensa, na última segunda-feira, na sede da associação.
Apesar da autarquia ter reunido com os representantes da ACIsjm “dois meses antes”, onde lhes foi dado a conhecer “a intenção” da programação prevista e convidados a participarem em duas iniciativas (mercadinho de Natal e com um espaço lúdico para crianças), mas não permitiu à associação “qualquer tipo de opinião”, uma pratica que “tem sido recorrente” nos últimos anos. “O que na verdade acontece é que somos chamados, informados das intenções que o município pretende fazer, todo o esquema está já montado, e nós somos apenas abordados naquilo que podemos colaborar, para acrescentar aquilo que já está definido pela autarquia”, refere Paulo Barreira.
Este responsável lembra que a ACIsjm, criada há seis anos, é uma associação que representa o comércio e os empresários e que, neste sentido, sempre que há iniciativas que “envolvam o comércio”, a associação “deve ser chamada com uma antecedência de oito meses” dependendo das iniciativas. “Nós estamos no terreno, temos os associados que nos fazem chegar algumas considerações” concluindo que, com tempo, é possível colocar em prática as vontades dos cerca de 85 associados. Um descontentamento que, garantem, ter chegado já aos representantes do município.
Defendem “uma integração e sequência” nas iniciativas realizadas pelo município, alertando que as mesmas não devem ser “lançadas todas separadas umas das outras”, dando como exemplo o “mercadinho ou o estacionamento”.
Aos jornalistas, os elementos da associação defendem que os índices de satisfação dos seus associados e da comunidade “é uma preocupação”, estando, neste momento, a ACIsjm a elaborar um plano de atividades gerais, para “contribuir num compromisso de dinâmica da comunidade e do tecido empresarial da cidade”. “Queremos continuar a colaborar com Câmara Municipal de S. João da Madeira, dentro dos desígnios que nos propomos associativamente e que entendemos ser o melhor para a cidade, e muito em particular para as empresas e os empresários do concelho”.
Como nota positiva, referiram a intenção da autarquia envolver as instituições e associações, com o objetivo de “chamar atenção para a construção de uma sociedade justa e solidária”.
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