Apesar da lei, ainda é um desafio para a CERCI integrar pessoas com deficiência nas empresas

São dois cursos que vão decorrer na CERCI de S. João da Madeira e destinam-se à comunidade com deficiência ou incapacidades igual ou superior a 60 %. As formações têm como objetivo promover a inclusão social.
A CERCI de S. João da Madeira volta a apostar na formação dos seus utentes, oferecendo-lhes cursos de formação profissional para pessoas com deficiência e incapacidade (PCDI), abrindo-lhes caminho e oportunidades de qualificação para a inserção no mercado de trabalho.
A integração de pessoas com deficiência é um objetivo da instituição, que, desde 2003, aposta na formação, valorização e maximização do potencial laboral de toda a comunidade com PCDI.
A CERCI, instituição “formadora e certificada”, apresentou ao “Portugal 2030” uma nova candidatura, para 24 formandos, para a continuidade das ações formativas, nas áreas de restauração e hotelaria, orientadas para pessoas com alterações das funções mentais e multideficiência, sem resposta formativa a nível do concelho/região, além da insuficiente capacidade de resposta a nível distrital.
Os cursos de percurso C, com duração de 2900 horas, permite formar estes alunos para ajudantes de cozinha e ficam ainda habilitados a desempenhar funções de serviços de catering, limpeza, lavandaria, mesa e balcão, em funções básicas. “Uma perspetiva polivalente, que permite adequar tarefas simples às capacidades e apetências profissionais desta faixa de população, que, apesar das suas dificuldades ao nível da leitura e escrita, que a maioria enfrenta, possuem competências práticas para o desenvolvimento de uma profissão”, refere o presidente da instituição a ´O Regional´.
Questionado sobre as razões que leva a instituição a não apostar noutras áreas de formação, como o calçado, que já ali decorreu, Paulo Ferreira da Silva explica que a “limitação física do edifício, já nos obrigou a alugar duas lojas contiguas às nossas instalações, onde já funciona parte do curso de hotelaria”. Lembra que a área de serviços de restauração e hotelaria, “são as de maior empregabilidade numa indústria que continua em expansão no nosso concelho/região, que tem demonstrado maior abertura na integração da pessoa com deficiência”.
Estas ações de formação “foram planificadas”, tendo em conta as necessidades empresariais do concelho e da própria região, “onde continua a existir falta de mão de obra, ao nível da restauração e hotelaria, essencialmente nas suas tarefas primárias”.
Os cursos têm como principal objetivo promover a inclusão social e económica dos formandos, facilitando a sua integração no mercado de trabalho. “Não tem sido uma tarefa fácil e, apesar de termos algum êxito de empregabilidade dos formandos que terminaram o seu percurso formativo, ainda não conseguimos atingir uma taxa satisfatória”, refere o presidente.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 4005, de 10 de outubro de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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