Sociedade

“A casa continua a ser o lugar mais perigoso para as vítimas”

• Favoritos: 114


A violência doméstica é uma realidade assustadora, que apresentou em Portugal um aumento de ocorrências. Paula Allen, psicóloga, defendeu, a necessidade de mudar mentalidades e garante que “a casa continua a ser o lugar mais perigoso para as vítimas

“Este deveria ser um dia em que os meios de comunicação, e até as redes sociais, se deveriam focar em dar conta dos números, nomes das mulheres mortas, das pessoas que foram acolhidas em emergência”. A garantia é de Paula Allen, Psicóloga Clínica e Diretora Clínica da “Com Alma” – Associação Não Governamental pelos Direitos Humanos, uma das oradoras convidadas do encontro “Aurora ao Despertar”, que juntou, no Museu do Calçado de S. João da Madeira, jovens, técnicos e populares, com o objetivo de aumentar a literacia sobre o tema, reduzir o fenómeno de bystander e promover a consciência social.
O encontro foi realizado pelo Espaço AURORA – Estrutura de Apoio à Vítima do Município de S. João da Madeira – e pretendeu assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, na última segunda feira, dia 25, ao início da tarde, com uma tertúlia, em que o ponto principal era Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030 “Portugal + Igual”.
Com uma vasta experiência nas áreas da Igualdade e Inclusão, Paula Allen assegurou, à margem do encontro, que “este é ainda um fenómeno de grande invisibilidade que muitas vezes fica dentro de portas”, e que “a casa continua a ser o lugar mais perigoso para as vítimas”.
Destacou a 'O Regional’ o interesse de muitos jovens sanjoanenses que participaram na palestra, e que ali levantaram questões, que se prenderam essencialmente pelas “consequências” associadas aos vários tipos de violência doméstica, números nacionais e internacionais de casos, como lidar com situações em que as vitimas não pretendem fazer denúncia, e que existem crianças menores envolvidas (…).
De acordo com a Psicóloga, o maior desafio que se coloca à promoção da igualdade entre mulheres e homens, com vista à territorialização da Estratégia Nacional da Igualdade e Não Discriminação 2018-2030-Portugal+Igual passa por impedir o “machismo que existe e persiste na sociedade” e assegura que não se trata de um “problema conjuntural mas sim estrutural da sociedade”, reforçando a necessidade de “investir” na prevenção, através da “formação, dando-lhes conta que as pessoas são delas próprias não são de mais ninguém e que têm direito de tomarem as suas próprias decisões”.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 4012, de 28 de novembro de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

 

114 Recomendações
677 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

Taxas de juro

Preço Combustíveis

tempo