
Uma fábrica de chapéus desativada que vai ser transformada em bloco de apartamentos e o emblemático edifício do Palacete dos Condes, que vai acolher um hotel, fizeram parte do habitual roteiro de visitas
O programa do Dia 16 de Maio incluiu, durante a tarde, a já tradicional visita a obras em curso, com a participação de autarcas e técnicos municipais, entre outros convidados, como o comissário das comemorações destes 40 anos da elevação de S. João da Madeira a cidade, Jorge Cortez. As empreitadas a decorrer no concelho foram também uma das tónicas do discurso do presidente da Câmara na sessão solene alusiva à efeméride que teve lugar na Casa da Criatividade nessa noite.
Jorge Vultos Sequeira destacou estar no terreno “um assinalável volume de empreitadas”, somando um montante de investimento global que “ascende a cerca de 20 milhões de euros”. Uma parte importante dessas obras beneficia de financiamento no quadro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), nomeadamente as intervenções que o município está a concretizar no setor da habitação, que o atual executivo coloca entre as suas “grandes prioridades”.
Como afirmou o autarca, “para além de requalificar vários fogos de habitação social, o Município já avançou para a aquisição de imóveis privados que se encontravam sem uso e que serão requalificados e adaptados para aí se disponibilizarem fogos que vão reforçar a oferta de habitação pública no concelho”.
Um desses casos é o da antiga fábrica de chapéus “Vieira Araújo & Companhia, Lda”, um dos pontos do roteiro da visita a obras no Dia da Cidade.
Essas instalações fabris “devolutas há décadas no centro da cidade” - localizadas junto à Viarco - vão ser requalificadas e adaptadas pelo Município, de forma a disponibilizar um total de 26 apartamentos para arrendamento acessível, sendo 10 de tipologia T1, 13 T2 e 3 T3, distribuídos por três pisos. De acordo com o que foi revelado na visita, o projeto de arquitetura prevê a manutenção do caráter industrial do exterior do imóvel. O investimento será superior a 3 milhões de euros, incluindo o preço de aquisição do imóvel.
Igualmente com financiamento pelo PRR, está a nascer na zona da Devesa Velha um novo parque urbano, que esteve também no roteiro da visita a obras do Dia da Cidade. Trata-se de uma intervenção incluída no Plano de Ação das Comunidades Desfavorecidas da Área Metropolitana do Porto (AMP). Os trabalhos em curso visam o aproveitamento a uma área devoluta - situada em frente ao Jardim de Infância local -, tratando-a em termos urbanísticos e paisagísticos, sendo também abrangidos os espaços e acessos de interligação deste equipamento às zonas urbanas envolventes, num investimento superior a 250 mil euros.
Requalificação de arruamentos
Este périplo por empreitadas em curso na cidade incluiu dois importantes arruamentos: as ruas “Oliveira Júnior” e “Visconde”, que estão a ser alvo de requalificação. No primeiro caso, os trabalhos estão orçados em cerca de 450 mil euros e incidem atualmente no troço final, na zona do Museu da Chapelaria e Torre da Oliva.
O objetivo, de acordo com a autarquia, é “colocar as respetivas condições de mobilidade num nível adequado às exigências daquela que é uma zona urbana de referência da cidade, com elevada densidade demográfica e oferta comercial”.
Relativamente à Rua Visconde, o autocarro que transportou os participantes na visita estacionou junto ao parque de estacionamento que está a ser construído no gaveto com a Rua da Restauração.
Esse espaço está já muito perto de estar concluído e terá capacidade para mais de seis dezenas de lugares, sendo pontuado por diversas árvores, já plantadas. A empreitada envolve ainda a “resolução de problemas de acessibilidade e mobilidade nessa artéria, contemplando a reabilitação e construção de travessias pedonais inclusivas, a construção de passeios, o rebaixamento de lancis e a aplicação de pavimento tátil nas passadeiras”.

Uma paragem junto ao renovado mural artístico do Largo do Souto encerrou o programa de visitas do Dia da Cidade, que começara na obra do novo hotel que está a nascer no Palacete dos Condes e que devolverá “à cidade e à economia um dos edifícios mais emblemáticos da história de S. João da Madeira, que se encontrava sem utilização há cerca de 30 anos e que passará a constituir um importante ativo turístico do nosso território”, nas palavras do presidente da Câmara.
Será uma unidade hoteleira da marca Meliá, fruto de um investimento de cerca de 16 milhões de euros do grupo Hoti Hotéis, na sequência da “iniciativa da Câmara Municipal de incluir esse imóvel do século XIX no Programa Revive e de lançar o concurso público para que aí fosse criado um hotel, no quadro de uma concessão por 50 anos”, segundo informação da autarquia a ‘ O Regional’ .
A empreitada inclui a requalificação do Palacete dos Condes - mantendo a sua traça - e a construção de um novo bloco.
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