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Oliveira Bastos escreve sobre emancipação concelhia em ‘Terras Entre Douro e Vouga’

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A Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis lançou, o 9.ª volume da publicação ‘Terras Entre Douro e Vouga’. Esta edição conta com um artigo sobre a elevação de S. J. da Madeira a concelho, da autoria de José Oliveira Bastos

O texto do ex Presidente da Assembleia Municipal de S. João da Madeira (1982-1985) leva-nos numa viagem pela história sanjoanense, desde o século IX. “Há vários documentos dos séculos XI e XII de vendas de terrenos, situados na ‘villa’ de S. João da Madeira, que provam que os cristãos desceram dos montes, no século X, para as margens do rio Ul e da estrada da mourisca, e se aplicaram a reconstruir o território e a cultivar terras de S. João da Madeira para sua sobrevivência”, pode ler-se no artigo de Oliveira Bastos, agora publicado no novo volume da revista da Casa-Museu Regional.
“Além do noticiário das poucas atividades, que a pandemia permitiu”, o 10º volume “oferece aos leitores uma pequena enciclopédia de informações e saberes, que certamente vão lançar algumas centelhas de luz sobre o limitado conhecimento humano e darão alguma resposta às dúvidas e interrogações sobre o passado e o futuro que agitam os espíritos mais curiosos”, conforme refere o diretor da publicação, Samuel de Bastos Oliveira.
O responsável também dá nota da “incomensurável riqueza cultural” deixada pelos colaboradores, que “tiveram de atualizar a memória histórica e vencer certas limitações que alguns arquivos e bibliotecas puseram às suas investigações”. Samuel de Bastos Oliveira aproveita, por isso, a nota inicial da publicação para elogiar “a força intelectual” dos investigadores que trabalharam neste número da revista da Casa-Museu Regional.
De referir que este volume conta com novas colaborações, nomeadamente as dos investigadores Armando Coelho, Luís Pinho e Oliveira Bastos.
Armando Coelho apresenta um artigo “sobre a localização dos balneários castrejos entre Minho e Vouga”, enquanto que Luís Pinho é o autor do texto “Sá de Albergaria, portuense ilustre com Arouca no coração”.
Entre os outros artigos publicados neste número, é ainda possível encontrar um texto de Abel Couto sobre Ferreira de Castro - “a voz dos que não têm voz”, conforme o autor escreve no título; o artigo “P.e Augusto Ramos dos Santos: o pároco da diocese do Porto mais perseguido pela 1ª República e aquele que o Papa quis elevar a Bispo”; “Eduarda Elisa de Sousa Vasques: uma benemérita esquecida”, da autoria de António Rebelo da Costa.
É também publicado um texto de José Gomes Fernandes intitulado “entre o vidro e a poesia” e no qual o autor defende que cabe ao poder político municipal “compreender a importância histórica do vidro no futuro da Cidade, berço vidreiro de origem e trampolim tecnológico de futuro, memória de cultura que, além do resto, conserva ligações com um poeta oliveirense, Manuel Oliveira Guerra”.
Além destes, é igualmente possível ler nesta publicação os textos “Manuel Pinto Ramos: evocação de um avintense, estudante e professor na Universidade de Coimbra”, de Júlio Ramos; “A implantação da República em 5 de outubro de 1910: um novo rumo para a educação”, de Eugénio dos Santos”; “Antigos Paços do Concelho de Macieira de Cambra”, de Martinho de Almeida; “Tragédia de Entre-Os-Rios foi há vinte anos atrás: ponte da morte projetada por um esquecido oliveirense”, de António Magalhães referindo-se a Araújo e Silva; e “a população de Fajões e as eleições administrativas de 1886”, da autoria do diretor da revista.
Entretanto e a propósito, Samuel de Bastos Oliveira tomou posse, este mês, para mais um mandato (2022-2024) como presidente da direção da Casa-Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

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