Política

“São João da Madeira é, antes de tudo, uma cidade feita de pessoas”

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Com o auditório dos Paços da Cultura lotado, Rodolfo Andrade tomou posse para um novo mandato à frente da Junta de Freguesia de São João da Madeira e prometeu continuar a servir “com emoção, responsabilidade e paixão”. Na tomada de posse, o autarca de 45 anos defendeu uma liderança próxima e participativa, sublinhando que “o futuro de São João da Madeira não se escreve sozinho” e que a Junta “continuará a servir com rigor, paixão e responsabilidade”.

“São João da Madeira é, antes de tudo, uma cidade feita de pessoas. Pessoas criativas, empreendedoras, solidárias e com uma energia que se sente em cada esquina”. A frase é de Rodolfo Andrade, durante a cerimónia de tomada de posse (2025-2029) que assinalou a sua recandidatura à presidência da Junta de Freguesia de São João da Madeira. No auditório dos Paços da Cultura, completamente lotado, o autarca salientou a força coletiva da comunidade e reafirmou o compromisso de “servir, inovar e transformar São João da Madeira”.
Com “enorme emoção e sentido de responsabilidade”, o presidente reeleito frisou que “uma cidade só avança quando cada cidadão se sente parte da sua construção”. Recordou o trabalho realizado no mandato anterior e sublinhou que “nos últimos anos, juntos, provámos que é possível transformar compromisso em ação, promessas em resultados concretos, com rigor, proximidade e paixão”. “Só com muita paixão pela nossa cidade se conseguem estes resultados”, observou Rodolfo Andrade, antes de projetar os próximos quatro anos. “É o momento de olhar o futuro e perguntar: o que queremos para São João da Madeira? Que cidade queremos deixar para as próximas gerações?”, questionou.
O autarca, que foi aplaudido diversas vezes, defendeu uma visão integrada e identitária do concelho. “São João da Madeira não é apenas um lugar no mapa. É uma identidade, é um compromisso e é uma responsabilidade”. E acrescentou: “Cada decisão que tomamos, cada projeto que implementamos tem um único objetivo – fazer da nossa cidade um exemplo de bem-estar, de inovação e de solidariedade”.
Rodolfo Andrade, reeleito nas eleições de 12 de outubro, realçou ainda a importância do trabalho conjunto e da liderança participativa. “Liderança é ouvir, liderança é envolver, liderança é construir pontes e unir forças”, afirmou, prometendo uma Junta próxima “de uma cidade onde ninguém é deixado para trás, onde todos terão oportunidade para contribuir, crescer e prosperar”.
Para si, “o sucesso da nossa cidade depende também de uma relação de parceria, leal e construtiva, com a Câmara Municipal”. E reforçou a ambição de futuro: “São João da Madeira tem tudo, mesmo tudo, para se afirmar não apenas como uma cidade forte, mas como um modelo de cidade dinâmica, inovadora e solidária”.
A finalizar, Rodolfo Andrade apelou à participação cívica e ao envolvimento coletivo. “O futuro de São João da Madeira não se escreve sozinho. Constrói-se com cada um de nós, com cada gesto de participação, com cada ideia partilhada, com cada ação concreta”. “Contem comigo para servir, inovar e transformar São João da Madeira”, afirmou, antes de concluir com uma nota de união. “Contem comigo para continuarmos a construir juntos uma cidade onde todos se sintam em casa, respeitados e inspirados a sonhar cada vez mais alto”.

Assembleia de Freguesia inicia novo mandato

Durante a cerimónia foram empossados os 13 membros da Assembleia de Freguesia para o mandato 2025–2029, eleitos pelo método de Hondt. O Partido Socialista (PS) conta com seis representantes, a coligação “AD – A Melhor Cidade do País” (PPD/PSD–CDS/PP) com seis e o Chega com um.
Pelo PS tomaram posse Rodolfo Andrade, Paulo Manuel Correia da Silva, Artur Ventura Ribeiro Nunes, Joana Filipa Lopes Correia, Joana Inês Barbosa Gonçalves e Leonardo da Silva Martins. Pela coligação AD integram o órgão José Augusto Ribeiro da Rocha, Rosa Silva Ferreira, João Paulo Lopes Oliveira Soares, Cristina Maria Brandão Oliveira Bastos, Paulo Jorge Guimarães Ferreira e Paulo Jorge Barreira Marques. Pelo Chega tomou posse Paulo Jorge da Cruz Cavaleiro.
Na sessão, a presidente cessante da Assembleia de Freguesia, Ana Rita Pereira, encerrou o mandato com um agradecimento a todos os que a acompanharam, frisando o “orgulho” em ter contribuído para a liderança da freguesia e desejando “bom trabalho e boa sorte” aos eleitos.

Vogais eleitos por unanimidade

Rodolfo Andrade conduziu o terceiro ato da cerimónia, dando início à primeira reunião da Assembleia de Freguesia. Foram eleitos por unanimidade, como vogais da Junta de Freguesia, Paulo Manuel Correia da Silva, Artur Ventura Ribeiro Nunes, Joana Filipa Lopes Correia e Joana Inês Barbosa Gonçalves – todos do PS.
Em substituição destes, tomaram posse como novos membros da Assembleia Bruno Filipe de Castro Leite de Almeida, Ana Margarida Pinho Correia de Oliveira, Gonçalo Barreiros Anico, Maria João Resende de Neves dos Santos e Amadeu Francisco Guedes de Amorim.
Na eleição da mesa da Assembleia, a lista apresentada por Rodolfo Andrade – com Leonardo da Silva Martins como presidente, Maria João Resende Neves dos Santos como primeira-secretária e Rosa da Silva Ferreira como segunda-secretária – foi aprovada por unanimidade.

“Os sanjoanenses quiseram equilíbrio”

Na sua primeira intervenção como presidente da Assembleia de Freguesia de São João da Madeira, Leonardo da Silva Martins destacou a mensagem deixada pelos eleitores nas autárquicas. “Os sanjoanenses quiseram equilíbrio, quiseram partilha, quiseram diálogo”. No auditório dos Paços da Cultura, o novo presidente sublinhou que o resultado eleitoral traduz “cooperação, responsabilidade e entendimento”, defendendo uma atuação baseada na maturidade política e no respeito institucional.
“A política não se faz de muros, faz-se de pontes, de diálogo, não de confronto, de responsabilidade, não de oportunismo”. Para Leonardo Martins, “os sanjoanenses não pediram unanimidade, pediram maturidade”. O autarca sublinhou ainda que a estabilidade democrática “não nasce do silêncio, nasce do debate com respeito e com regras”, num equilíbrio que também deve valorizar o papel da oposição – “uma oposição que fiscaliza, que questiona e que propõe alternativas. É assim que se constrói confiança, é assim também que se governa melhor”.
O presidente da Assembleia prometeu exercer o cargo “com firmeza e intervenção”, garantindo que será “um presidente que não teme a discordância, mas teme o conformismo”. “Não vim para moderar silêncios, vim para participar num debate – num debate vivo pela nossa cidade”, declarou, defendendo uma Assembleia ativa e próxima da comunidade.
“Queremos uma Assembleia que vá às escolas, que se abra à comunidade, que se atreva a discutir também os grandes assuntos da cidade, da região e do nosso país”. Sublinhou ainda que as diferenças políticas “não são barreiras, são oportunidades para enriquecer o debate e encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento de São João da Madeira”.
Leonardo concluiu destacando as potencialidades da cidade – “Vivemos numa cidade com imensas potencialidades, com um tecido associativo vibrante, escolas de excelência, empresas inovadoras e uma comunidade solidária”. E acrescentou: “Uma cidade que é pequena no seu território, mas que é muito grande na sua identidade, na sua ambição e no seu talento”.
A encerrar a intervenção, deixou um apelo à responsabilidade coletiva. “Que este seja, pois, um ciclo de diálogo, um ciclo de responsabilidade e de trabalho pela nossa cidade e também pelos sanjoanenses”.

Duarte Pádua atua na tomada de posse e reforça ligação à sua cidade

Duarte Pádua, cantor e compositor natural de São João da Madeira, considera o convite da Junta de Freguesia para atuar na tomada de posse do presidente Rodolfo Andrade “uma boa prenda”, resultado do esforço e dedicação que tem investido na música. O artista destacou que o concerto foi uma oportunidade para apresentar as suas músicas e dar a conhecer o seu projeto ao público sanjoanense – uma forma de reforçar a ligação à terra onde cresceu.
Recordando a participação no Sons à Porta em 2023, Duarte frisou que essa experiência marcou o início de uma fase de maior visibilidade. Desde então, tem-se dedicado à escrita e produção das suas próprias canções, valorizando o reconhecimento crescente do público como confirmação do trabalho desenvolvido e da evolução artística que tem procurado consolidar.
Sobre o papel que ambiciona ter na indústria musical portuguesa, reconhece as dificuldades do setor, mas afirma acreditar na sua autenticidade e no valor da sua voz própria. “Acredito que tenho algo de diferente para dar e para mostrar neste mundo”, sublinha. Escrever e compor as próprias músicas é, diz, o que mais o define enquanto artista, permitindo-lhe afirmar a sua personalidade e contar histórias com sentido pessoal.
A participação no programa The Voice Portugal tem sido, segundo o cantor, “uma experiência incrível”, que lhe proporcionou contacto com outros músicos e a oportunidade de mostrar o seu talento a nível nacional. Duarte Pádua considera que o reconhecimento do público, tanto local como de outras regiões, é já uma conquista importante, mas garante que quer continuar a crescer e a trabalhar para se afirmar de forma sólida no panorama musical português.
Atualmente, o artista está em estúdio a preparar novas canções e admite querer alargar o número de atuações ao vivo, desta vez acompanhado por banda – algo que, confessa, lhe dá uma energia e emoção únicas. “Quero continuar a lançar música, a ser visto, para ser lembrado”, afirma, deixando o convite ao público para acompanhar as novidades do seu percurso musical.

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