
Os vereadores da oposição exigiram explicações concretas sobre o assunto em questão, com a garantia do executivo de que a saúde dos utentes é a prioridade sempre que é tomada a decisão de encerrar, temporariamente, as piscinas.
Foram vários os relatos transmitidos pelos vereadores da coligação ‘A melhor cidade do país’ em reunião camarária sobre o funcionamento das piscinas durante o verão, um tema já recorrente de outras reuniões de Câmara. Na intervenção do vereador Tiago Correia, este quis saber, mediante os encerramentos dos meses de julho e agosto, se houve alguma intervenção que possa ter provocado estas situações e se o município tem alguma informação técnica clara sobre o motivo pelo qual aquela estrutura estar “constantemente” a encerrar, dado que o mesmo não terá acontecido em outros municípios. “Há algum embaraço no envio desta informação [análises]? Pedimos em maio, em junho… e ainda não chegou”, questionou o vereador Tiago Correia.
Em resposta, o edil lamentou os inconvenientes causados à população, referindo que o encerramento é determinado imediatamente sempre que uma análise das águas contenha informações que pode levar ao encerramento dos tanques. “Estas ocorrências não são novidade, mas este período tem sido pródigo em ocorrências desta natureza – segundo a informação técnica, isso deveu-se ao calor fortíssimo que se fez sentir e à elevada afluência das piscinas. Com isto e também por comportamentos descuidados de alguns utentes, os tanques encerraram”, explicou Jorge Vultos Sequeira, informando que a causa de cada encerramento está assinalada nas análises em questão e garantindo que serão entregues, entretanto, à oposição. “Temos três tanques e a probabilidade de ocorrerem vicissitudes é maior”, sublinhou, salientando que a água de cada tanque é analisada separadamente.
Adicionalmente à eficiência do processo que determina o encerramento das piscinas, o vereador João Almeida questionou o ponto de situação das fugas de água no tanque principal. “Há um aumento dos encerramentos que, quer em comparação com o passado nas nossas piscinas, quer em comparação com a realidade deste ano noutras piscinas com igual afluência pública e sujeitas à mesma pressão climatérica, parece-nos excessivo”, comentou. O autarca garantiu que foram efetuadas diversas ações de manutenção para controlar o “fenómeno histórico e antigo” das fugas de água, como a intervenção no tanque infantil realizada este ano. “As piscinas abriram mais cedo do que o ano passado. A probabilidade de as incidências aumentarem é maior”, acrescentou Jorge Vultos Sequeira. “O balanço que faço é positivo e os encerramentos que ocorreram significam que estamos atentos e que somos intransigentes no que diz respeito ao cuidado e à cautela que temos”, refletiu. Este ano, até ao final de agosto, as piscinas exteriores da cidade registaram 60.158 entradas, um número acima do verificado em 2024, que foi de 53.581 ingressos.
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