Política

Contas satisfazem executivo, oposição pede mais ambição

• Favoritos: 95


A execução orçamental dividiu as águas na última Assembleia de Freguesia, onde foi aprovado o relatório de atividades e contas. De um lado, o executivo destacou as novas atividades realizadas em 2022 e a continuidade de iniciativas “úteis”

Ressalvando “que este é o primeiro relatório de atividades e contas da sua inteira responsabilidade”, o presidente da Junta de Freguesia de S. João da Madeira fez um balanço positivo de 2022. “Este é um relatório rico, na medida em que apresenta novas atividades face aquilo que era o passado, sem romper com iniciativas que eram úteis para a cidade e que tinham sido iniciadas por outros executivos. Essa sempre foi a nossa preocupação”, vincou Rodolfo Andrade na Assembleia de Freguesia de 26 de abril. “Sem comprometer o orçamento da junta, sem comprometer orçamentos futuros da junta, desenvolvemos uma série de atividades que tiveram um impacto muito importante na nossa freguesia e junto dos nossos cidadãos”, realçou o autarca, sublinhando que, nos próximos anos, “há ainda muito por fazer”.
Afonso Alves (PS) resumiu, numa frase, o relatório de atividades e a prestação de contas de 2022: “A junta prometeu, a junta cumpriu”. O deputado sublinhou que a “taxa de execução orçamental foi praticamente 100 por cento”, destacando um executivo “próximo dos sanjoanenses” e que cumpriu “praticamente tudo aquilo a que se propôs”. A junta de freguesia, sustentou o socialista, esteve “atenta às necessidades dos sanjoanenses e procurou sempre suprir as suas carências”, realizando várias atividades em prol da população.

Coligação entende que “podia ter sido feito mais”

Diferente perspetiva apresentou a oposição, primeiro pela voz de António Falcão, que afirmou não entender “alguns aspetos da execução orçamental de 2022”. “A execução da despesa de 76% é bastante abaixo dos 85% ou 90% exigíveis a uma junta de freguesia como S. João da Madeira”, argumentou o deputado, apontando o dedo “aos valores de execução baixíssimos” de algumas atividades sociais, “bandeiras deste executivo”. E deu exemplos, como a horta comunitária ou a oficina do idoso. António Falcão denotou, por outro lado, que “na rubrica de comunicação e design a execução foi comparativamente elevadíssima”, o que contrasta com “a execução de capital, relacionada com investimentos direcionados à cidade”, onde “foi de apenas 66%”. “Parece-nos que podia ter sido feito mais, até porque existia um excedente de verba que tinha transitado do ano anterior”, justificou António Falcão.
Jorge Duarte, deputado da coligação, manteve o tom crítico, sublinhando os cerca de 109 mil euros que transitaram no ano transato. “Não somos a favor de despesismos desmesurados, muito menos desnecessários. No entanto, num tempo de dificuldades e sacrifícios que as populações vivem, não entendemos como é que podem ficar 109 mil euros nos cofres da junta”, criticou o deputado, entendendo que essa verba deveria ser colocada “ao serviço dos sanjoanenses”.

Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa de 4 de maio
ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/

95 Recomendações
613 visualizações
bookmark icon

Farmácias abertas

tempo