
Na passada segunda-feira, o Bloco de Esquerda (BE) reuniu-se com a Associação Mente Movimento, cujo trabalho é realizado em articulação com os serviços de saúde mental do hospital e da Unidade Local de Saúde. Neste momento, acompanha 35 utentes adultos com diversas patologias e, em comunicado enviado à redação, o BE realçou que o trabalho da Associação Mente Movimento assegura “ganhos significativos” na saúde mental das pessoas e que esse acompanhamento é “essencial em qualquer sistema que queira promover a saúde mental”. “Esta resposta na comunidade, em jeito de cuidados continuados, deve ser reforçada no nosso concelho. A Associação Mente Movimento tem, por exemplo, lista de espera e de certeza que se mais resposta existir mais pessoas serão encaminhadas pelos serviços de saúde mental do hospital”, refere o partido.
O BE “quer que a saúde mental” seja uma “prioridade” na campanha autárquica e, de igual modo, que seja “uma prioridade para a Câmara Municipal de S. João da Madeira”. Nesse sentido, o partido apresentou medidas para essa área e desafiou os restantes partidos a assumirem compromissos com a mesma. “Em primeiro lugar, o Centro de Saúde deve ter gabinetes de prevenção e tratamento de situações de ansiedade e depressão. Estas são as patologias mais prevalentes na população e se se intervier de forma a preveni-las ou numa fase inicial é possível evitar a doença e é possível promover qualidade de vida”, lê-se no comunicado, que propõe ainda que o município, em articulação com a Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, “passe à implementação” destes gabinetes em S. João da Madeira, “dando todo o apoio necessário para tal medida”.
A outra medida do BE diz respeito ao reforço nas respostas na área dos cuidados continuados de saúde mental, como aquelas fornecidas pela Associação Mente Movimento. “É preciso que estas respostas possam chegar a mais pessoas, possam desenvolver mais projetos e possam ter um financiado estável. A Câmara Municipal deve assumir que o desenvolvimento de tais respostas é uma prioridade do município”, continua o comunicado, que sublinha o facto de a saúde mental estar dependente de vários contextos, desde situações de pobreza até à precariedade habitacional. “É preciso que a autarquia desenvolva políticas em todas estas áreas, de forma a remover os fatores de risco para a saúde mental da população”, conclui o BE.
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