Política

“A política local sempre me interessou”

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João Carlos Silva é, aos 58 anos, um homem sem papas na língua. Diz o que sente. Não foge às perguntas. Membro da Comissão Política Concelhia e da Comissão Política Distrital do Partido Socialista assegura que a política local sempre lhe interessou.

Jornal ‘ O Regional’ - Que visão tem o “filho da terra” aos 58 anos da cidade onde cresceu e vive até aos dias de hoje?
João Carlos Silva – Para mim, e para todos os sanjoanenses, S. João da Madeira é o berço. É este conceito e sentimento que está na base do conhecido bairrismo e empreendedorismo dos sanjoanenses. O enorme desenvolvimento de S. João da Madeira nos últimos 100 anos justifica que a nossa cidade seja hoje um polo de atração e de prestação de serviços para todas as localidades das redondezas, com prevalência sobre as sedes dos respetivos concelhos. Esse desenvolvimento tem que continuar, mas vejo-o com acrescidas dificuldades a longo prazo devido à questão da dimensão territorial. É por isso que a questão do alargamento do concelho é muito importante.

Todos conhecem a sua ligação ao Partido Socialista (PS). É membro da Comissão Política Concelhia e membro da Comissão Politica Distrital. Que lugar ocupa neste momento a política local na sua vida?
A política local sempre me interessou, mesmo nos anos em que vivi mais tempo em Lisboa. Mas esse interesse não passa pela disponibilidade para o exercício de qualquer cargo ou funções públicas. A minha presença em órgãos partidários locais e distritais é um meio para poder dar as minhas opiniões e com elas contribuir modestamente para as melhores decisões do meu Partido no que respeita à gestão da cidade e do país. O controlo da atuação das chefias partidárias pelas bases (nas quais me incluo) é fundamental para que se mantenha a ligação permanente aos anseios da população.

A sua ligação ao partido vem desde criança. Algum dia ambicionou um cargo de destaque como ser presidente da autarquia em S. João da Madeira?
A minha ligação ao PS vem desde o início de 1975, tinha eu 11 anos, quando o meu pai e a minha mãe me levavam com eles para as atividades partidárias – com alguma inconsciência da parte deles em relação ao perigo que nessa altura se corria, convenhamos. Comecei assim na JS e só pude aderir ao PS quando fiz 18 anos, em 1982. Por isso, este ano perfiz 40 anos de militante, ininterruptos. Em nenhuma das oportunidades que surgiram (e foram algumas) para ser candidato a presidente da autarquia eu me encontrava com disponibilidade pessoal e profissional para assumir essa honra. Acho que ser Presidente da Câmara da nossa cidade é a maior honra e responsabilidade que se pode alcançar, mas eu e essa circunstância sempre estivemos desencontrados.

O PS venceu as eleições autárquicas em outubro de 2017 em S. João da Madeira, câmara que era governada por uma coligação PSD/CDS-PP, durante vários anos. Encontra alguma explicação para que o PS não tenha conquistado este município cerca de 40 anos?
A explicação é muito fácil: nas eleições que houve nesses 40 anos a maioria dos sanjoanenses entendeu sempre que havia um candidato de outro partido com melhores condições para ser presidente da câmara.

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