Celebra-se a 23 de janeiro o dia mundial da liberdade.
“A liberdade termina onde começa a do outro”, frase muito conhecida, mas é conveniente reitera-la, para se refletir mais sobre ela.
Ser livre, não é fazer tudo o que se quer… pois há direitos e deveres a cumprir. Se assim não fosse, viveríamos num caos, numa anarquia, em vez de democracia, na qual a liberdade prevalece sobre a ditadura. Esta palavra lembra-se o regime salazarista. Nesse governo, nem nos confessionários, nessa “casinha de segredos”, se estava à vontade a desabafar… pois alguns padres também eram informadores da PIDE, “ratoeira” que estava sempre armada, pronta a caçar os que eram contra o ditador. Na oposição, os que tinham a língua destravada iam sofrer degredos!
As mulheres continuam a ser as maiores vítimas da falta de liberdade. Tratadas com desdém, muitas são obrigadas a andar enroupadas até aos olhos… proibidas do toque do sol, de sentir na pela um pouco do seu calor, nas ruas ou nas praias, sobre as areias. A estas, o sol necessário é negado. Ainda bem que é impossível conquistá-lo… ficariam aqui alguns assados com o seu excesso, e outros congelados com a sua falta… perante um possível distúrbio mental de alguém.
Querer dominar a crença, o pensamento de outra pessoa, é um contrassenso. E a falta de liberdade religiosa é isso mesmo.
A liberdade de imprensa é restrita em muitos países. Os governantes silenciam o que lhes convém. E cada repórter ao publicar a verdade, está a pôr em risco a própria vida.
Neste país, após o 25 de abril, há liberdade de expressão. Assim, podemos partilhar, com quem quisermos, as nossas ideias.
Ir para o conteúdo

