
Vamos todos fazer uma forcinha para que a linha do Vale do Vouga vá direta até ao Porto, numa linha, em duas linhas, a levitar... enfim, mas que vá
Muito movimento, pouca ação. O mesmo que muita conversa, pouca ou nenhuma obra. Os governantes da nação andam há mais de cinquenta anos a tentar construir um novo aeroporto. Por este andar vamos esperar mais cinquenta! Cá pelo burgo, como exemplo começamos a falar numa piscina... quantos anos mais vamos andar a falar sem que nada se concretize?! Agora está na moda o nosso “vouguinha”. Todos têm ideias... Se alargamos a linha ou não? Se vai direto ao Porto ou se mantém como está, até Espinho, o que até dá jeito para a época balnear.
Finalmente o povo vai-se reunir para juntar mais umas ideias. Ainda os vou ouvir a dizer aquela máxima, ou aquele mínimo: “O povo unido jamais ...” . Até me custa acabar... Basta ver no que deu e como estamos, até dóí! Podíamos de facto ser um povo unido, mas infelizmente não o somos, porque se de união se tratasse estaríamos todos muito melhor, e, não teríamos tanta pobreza. Os meus votos são de que não venha a acontecer à linha do Vale do Vouga o mesmo que aconteceu ao ramal da Lousã.

Cá por casa temos uma tradição na época natalícia: ir ver as iluminações de natal à cidade do Porto. Como não temos comboio direto para o Porto vamos até Ovar e aí apanhamos o comboio até à Invicta para deliciarmos o nosso olhar no festival de luz que nos oferecem. Porque é que ainda escrevo sobre isto... Eh! Natal não é todos os dias ou quando o homem quer ou quando lhe interessa!
Vamos todos fazer uma forcinha para que a linha do Vale do Vouga vá direta até ao Porto, numa linha, em duas linhas, a levitar... enfim, mas que vá! Para que pelo menos os meus netos venham a usufruir deste serviço. Já agora, se estão mesmo interessados em que esta linha de comboio exista convidem uma personalidade a visitar-nos e a fazer essa viagem, com a necessária anuência governamental teremos mesmo linha..
Nos livros, “Treinando a emoção para ser feliz”, de Augusto Cury.
Nas músicas, Charlie Parker with Thelonious Monk “Well you needn´t 1948”.
Não fiquem a ver os comboios passar...
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