
Hoje, ao olhar para todas aquelas caixas de fósforos, gostava que mais pessoas as pudessem observar.
Ao olhar para as centenas de caixas de fósforos que abundam cá por casa interroguei-me, primeiro, porque seria que as ditas caixas de fósforos tinham a designação de “amorfos”, e, segundo, como é que foi conseguido este “ajuntamento” todo. Muitas das caixas foram conseguidas pela minha pessoa sempre que ia a qualquer sítio. Fazia sempre a pergunta: “Têm caixas de fósforos?” As caixas de fósforos sempre foram utilizadas como veículo de publicidade. Mas a maioria das caixas de fósforos que fazem parte do meu “ajuntamento” devem-se aos meus amigos. Acontece que sempre que um amigo meu se deslocava ao estrangeiro o meu pedido era sagrado, “Vê lá se me trazes uma caixa de fósforos!”

A maravilha era quando regressavam da viagem... lá me dirigia a eles, e mesmo antes de saber como tinha corrido as férias ou os negócios, enfim ... a pergunta era: “Então?!” E não precisava de dizer mais nada... lá me estendiam a mão, acompanhada pela frase: “Aqui está a tua caixa de fósforos!!!” Acreditem, tenho caixas de fósforos de todos os cantos do mundo. Por vezes, tento colocar-me no lugar desses meus amigos. “Bem, deixa-me lá arranjar os fósforos para o “chato” do Margalho”. Nunca procurei ser chato, dependo sempre do ponto de vista, o que sentia verdadeiramente é que só podia fazer estes pedidos aos verdadeiros amigos e hoje penso que sempre fui correspondido.
Hoje, ao olhar para todas aquelas caixas de fósforos, gostava que mais pessoas as pudessem observar. Pensei enviá-las para Tomar, que é a cidade onde existe um museu para estas coisas. Então interrogo-me porque é que na nossa cidade não existe um museu das “coisas”. Porque não tenho dúvidas que muitos de vós, como eu, têm coisas que gostariam que todos observassem...
Na música, Hubert Laws Quintet.
Nos livros, “Hábitos Atómicos”, de James Clear.
Que o novo ano seja mesmo novo.
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