
A participação cívica representa o envolvimento dinâmico dos cidadãos nos assuntos e actividades da sua cidade, contribuindo para o funcionamento da Democracia, para a construção de uma sociedade mais inclusiva, centrada no bem comum.
A participação cívica inclui, votação em eleições, trabalho voluntário, participação em reuniões e assembleias de câmara e de junta de freguesia. Aqui o cidadão, expressa a sua opinião assim como as suas dúvidas e preocupações, passando o cidadão de mero espectador para agente de mudança da sua comunidade, da sua cidade.
As reuniões da câmara sanjoanense que se realizam normalmente às terças-feiras, pelas 14h30minutos, possuem um ponto na ordem de trabalhos referente a intervenção do público, com a duração de 5 minutos.
O cidadão para poder intervir tem de se inscrever três dias úteis antes da reunião. Inscreve-se na recepção do município. Nesta inscrição constam os seus dados pessoais e o motivo ou motivos da sua intervenção.
Na minha humilde opinião, esta fórmula restringe a espontânea intervenção cívica.
Em Portugal, hoje, as taxas de participação cívica estão abaixo da média europeia, sendo, por isso necessário repensarmos o que nos mobiliza, o que nos move no sentido de criarmos uma sociedade onde prevalece o bem comum.
Outro assunto, que gostaria que os sanjoanenses pensassem um pouco.
Vivemos, a maioria de nós, em sociedade, com o rendimento ativo, do salário resultante do nosso trabalho.
Temos na nossa cidade, empresas comerciais que disponibilizam ao cliente máquinas de self-service no pagamento dos produtos.
Verificamos que os postos de trabalho concebidos para um funcionário, caixeiro de atendimento ao cliente são substituídos por uma máquina onde o cliente se transforma no caixeiro. Será que este cliente ao exercer esta função tem desconto? É cliente ou é caixeiro?
E onde fica o trabalho humano, do posto de trabalho de atendimento ao cliente? Estaremos nós, clientes a transformarmo-nos em funcionários ao mesmo tempo que contribuímos para a diminuição, redução de postos de trabalho? Dá que pensar.
Se vivemos de salário resultante do nosso trabalho, quando não tivermos trabalho, não tivermos dinheiro, certamente não iremos adquirir produtos nestas empresas. Dá que pensar.
Obrigada. Fiquem bem.
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