Opinião

Não há no executivo municipal quem saiba fazer contas?

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A Av. do Brasil está a precisar de obras com urgência. Não é a única rua a precisar de intervenção, mas é, provavelmente, a rua da cidade que tem o pavimento em piores condições.
Salvo raras exceções, as ruas de S. João nunca estiveram em tão mau estado. Outrora éramos conhecidos e reconhecidos por termos os melhores arruamentos da região. Este foi um dos patrimónios que o executivo socialista destruiu.
Quer na Reunião da Câmara quer na Assembleia Municipal, a Coligação “A Melhor Cidade do País” tem insistido na necessidade de melhorar o estado dos nossos arruamentos. Agora, finalmente, a Câmara deu um sinal de reconhecer que a situação da Av. do Brasil não pode prolongar-se por mais tempo. O problema é a forma como a Câmara pretende financiar as obras.
Ficamos agora a saber que a Câmara quer pedir um empréstimo ao banco, no valor de três milhões de euros, para pagar essas obras. Até parece mentira: uma Câmara que legalmente só pode pedir emprestados, este ano, quatro milhões de euros, pretende quase esgotar a sua capacidade de endividamento para financiar uma obra de conservação.
Sou totalmente contra esta ideia. O PSD e a Coligação são frontalmente contra esta ideia. Não contra a obra, porque essa é necessária, mas contra pedir dinheiro emprestado para obras de conservação. Aceitamos que se peça dinheiro emprestado ao banco para financiar novos investimentos; mas não aceitamos pedir dinheiro emprestado para financiar despesas correntes como são as obras de conservação ou beneficiação de uma rua da cidade.
Se fosse para abrir uma nova rua, ou para construir habitação social, ou para construir umas novas piscinas, estaríamos de acordo com um pedido de empréstimo. Para obras de conservação ou manutenção, somos contra. Mal andaria uma família que tivesse que pedir dinheiro ao banco para pagar as despesas correntes no talho ou no supermercado.
Esta proposta do Executivo Socialista revela um total desnorte financeiro. Os três milhões de euros que a Câmara se propõe pedir emprestados poderiam servir para financiar obras comparticipadas com fundos europeus no montante de quinze milhões de euros.
Não haverá no executivo municipal quem saiba fazer contas?

Vereador e Presidente da Comissão Política do PSD

 

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