
Estudos encomendados à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto confirmam, que a bitola ibérica é a que apresenta maiores mais-valias".
De quando em quando tenho intervenções públicas sobre questões que preocupam os sanjoanenses e com posições que, penso, podem ajudar a melhorar a sua qualidade de vida.
Apesar de ter mais afinidades com a ideologia de alguns partidos políticos e quase nada com a de outros, o que me faz vir a público é sempre aquilo que considero serem os interesses de S. João da Madeira.
Faço-o sempre sem qualquer intuito partidário, e, como não aspiro a qualquer cargo político, nem tenho amarras que me obriguem a ser simpático com esta ou aquela entidade, posso expor o meu pensamento com toda a liberdade.
Não quero, nem tenho de ignorar as extraordinárias realizações dos nossos anteriores autarcas, que tanto fizeram rejubilar os sanjoanenses. Nem tenho de enaltecer com loas as promessas de grandes obras, permanentemente apregoadas, e raramente executadas.
Em suma, sou um orgulhoso sanjoanense, e preservo muito a minha independência.
Há quinze dias escrevi neste jornal sobre a posição que defendo para o futuro da linha do Vale do Vouga. A minha preferência está cada vez mais sedimentada, porque os estudos encomendados à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto confirmam, que a bitola ibérica é a que apresenta maiores mais-valias. Só esta permite a possibilidade de se ir de S. João da Madeira até ao Porto sem necessidade de transbordo e em cerca de 40 minutos. Estamos no século XXI, não devemos contentarmo-nos com soluções anquilosadas, que não se adaptam à realidade e à azáfama dos dias de hoje.
Poderão levantar-se muitas dificuldades; como o custo deste investimento, a necessidade de obras de regularização do traçado, a demora em as concretizar, a dificuldade em convencer os governantes, o romper com a inércia que vai por S. Bento, etc, etc.
Sabemos que tecnicamente e financeiramente todas estas dificuldades são ultrapassáveis.
Resta obter a decisão política.
Portanto, se houver, por parte das populações da região, a escolha da solução que melhor os sirva, e a manifestação de uma vontade forte em defender os seus legítimos interesses, dificilmente será possível travar a sua concretização.
Sabemos que os presidentes das Câmaras de Santa Maria da Feira e de Oliveira de Azeméis já se pronunciaram e são inequivocamente defensores da ligação direta ao Porto, sem transbordo em Espinho, o que implica linhas férreas na bitola ibérica.
Falta conhecer a posição do presidente da Câmara de S. João da Madeira. Não acredito que Jorge Sequeira admita ficar isolado, arriscando vir a ser responsabilizado por toda uma região (trezentas mil pessoas), pela inexistência de uma ligação ferroviária sem transbordos, rápida e cómoda até ao Porto.
Pelo que conheço de Jorge Sequeira, de muitas reuniões de trabalho que realizamos com a finalidade de ajudar a resolver carências de S. João da Madeira, tendo a acreditar, que ele vai estar em sintonia com os nossos vizinhos, na defesa de tão grande melhoria para a região.
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