
O Festival de Teatro, regressou aos palcos na nossa cidade de 27 de março a 24 de abril. A este propósito veio à minha lembrança, no tempo em que cheguei a fazer teatro no Centro de Cultura e Recreio Oliva. A Direção do Centro, era chefiada pelo seu Presidente Manuel Pinho (Matalote), o maior desportista eclético da A. D. Sanjoanense do século XX.
O presidente Manuel Pinho, queria reactivar o Teatro do Centro Oliva. Assim pensou, e foi Aveiro contratar um encenador muito conhecido no meio artístico nacional, Rui Lebre. O encenador Rui Lebre, agendou uma reunião na Sede do Centro com os interessados, todos eles trabalhadores da empresa OLIVA.
Eu encontrava-me ali. O encenador, fez um introdutório inicial sobre o assunto. Depois e em primeiro lugar, escolheu uma senhora para o papel principal feminino. A seguir, demorou mais algum tempo a ver a quem havia de entregar o papel principal masculino… foi a mim e aceitei.

Esta peça subiu à cena do Cinema Imperador, no dia 6 de novembro de 1970, tinha o título
“A Falecida”, do autor brasileiro Nelson Rodrigues. A peça foi escrita e estriada em 1953.
Depois desta, foi figurante na peça “O Doente Imaginário” de Molière, do dramaturgo francês Jean-Baptiste Poquelin, cuja obra foi apresentada a 10 de fevereiro de 1673. Tive um papel secundário, “irmão do doente”. A peça foi apresentada no Cinema Imperador em 1971, e depois, também no campo de tourada - palco improvisado -, na cidade de Espinho.
Antes do final deste ano (1971) começaram os ensaios de uma nova peça chamada “Patelão”, versão de Rui Lebre, da farsa medieval francesa “Farce de Maitre Pathelin”.
O encenador Rui Lebre, queria entregar-me o Guião para ser a figura principal da peça,
“Patelão”. Eu tinha duas crianças ambas de menor idade e o Basquetebol não me dava descanso com treinos semanais e jogos aos fins de semana. Eu tive muita pena porque gostava de continuar a ser “protagonista” de Teatro, mas às vezes, temos de abdicar de algumas coisas que gostamos e valorizar outras…
Última nota: A peça “Patelão”, ganhou o 1.º Prémio Nacional do concurso de Teatro Amador que se realizou no Teatro Luísa Todi, em Setúbal. Viva o Teatro!
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