
As eleições de 18 de Janeiro para a Presidência da República ocorreram num ambiente muito condicionado pelos meios de comunicação social.
Foi fácil de perceber, desde o início da pré-campanha eleitoral, que houve um guião de procedimentos com vista a favorecer o «consenso neoliberal». Temos de reconhecer que esse guião funcionou com muita eficácia.
Mais uma vez pudemos verificar que as sondagens publicadas em plena campanha eleitoral são elementos condicionadores do sentido de voto.
A famosa «tracking pool» foi o ponto alto da manipulação. Na última sessão, a 16 de Janeiro, apresentou-nos um cenário «com três candidatos num empate técnico para os dois lugares da provável segunda volta».
Como é possível que um poderoso meio de comunicação social apregoasse um empate entre três candidatos quando se veio a verificar, 48 horas depois, que Seguro teve quase o dobro dos votos do terceiro candidato, mais de 852 mil votos, e mais de 428 mil votos que o segundo?
A «tracking pool» foi usada para forçar uma narrativa. Tratou-se de uma manobra mediática programada para criar uma percepção falsa. Uma mentira ardilosamente contada para influenciar a votação.
A narrativa da «tracking pool» criou uma falsa percepção. Persuadiu os eleitores que seria provável uma segunda volta entre os dois parceiros mais à direita – o ultraliberal Cotrim e o trumpista Ventura.
Esta operação mediática provocou um relevante prejuízo eleitoral nas candidaturas à esquerda de António José Seguro. Influenciou a votação. Muitos eleitores da esquerda, não apoiantes de Seguro, foram induzidos no «voto útil». É uma pena que no nosso País os media não sejam isentos.
O putativo empate entre Seguro, Ventura e Cotrim que a CNN anunciou foi uma enorme mentira. Uma patranha que mostra como os media influenciam o sentido de voto e como profissionais «competentes» colaboram na produção de «fake news».
Para a esquerda, para os seus candidatos, a ausência de neutralidade dos media não é surpresa. Há muito que tal acontece em Portugal. Há uma constante de práticas antidemocráticas para dificultar a acção de quem não se conforma com as injustiças, com as desigualdades e com a pobreza.
As dificuldades causadas por meios tão poderosos como as TV’s não perturbam o nosso discernimento e neste contexto não hesitamos em apelar ao voto em António José Seguro.
Fazemo-lo sem quaisquer compromissos com aquele candidato, mas muito empenhados, como o sempre, na defesa da DEMOCRACIA e da LIBERDADE!
O autor escreve segundo o Acordo Ortográfico anterior a 1990.
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