
Caros Sanjoanenses
Sou, a voluntária de rua da Causa Animal de S. João da Madeira.
Vivemos tempos de incerteza climática, como podemos todos comprovar diariamente. Estamos no período que designamos de outono e constatamos temperaturas de verão.
Se por um lado, as alterações climáticas não se podem evitar, está nas nossas mãos tentar minimizar os seus efeitos. Efeitos, nefastos e até fatais, para todos os seres que vivem e partilham esta nossa casa global, o planeta Terra.
Diariamente, o que me chama particularmente a atenção na nossa cidade é o problema dos lixos, importante fator na aceleração das alterações climáticas.
O que é o lixo? O lixo representa um conjunto de materiais, de origem orgânica ou inorgânica, materiais que por nós são descartados, não nos servem mais.
O lixo é vulgarmente classificado conforme a sua origem em doméstico, industrial, hospitalar, eletrónico e radioativo. A deposição incorreta do lixo provoca graves problemas ambientais, problemas de saúde pública.
Com o nosso lixo, poluímos a terra, o ar, os rios, o mar, devemos por isso pensar sobre este assunto, sim devemos, pois, pensar e atuar. Está mais que na hora, não podemos adiar.
O tratamento do lixo é um serviço, realizado em aterros sanitários e centros de reciclagem.
Na nossa cidade, temos contentores de lixo indiferenciado, ecopontos e o Ecocentro municipal.
Verifico, contentores localizados, em passeios, espaços de estacionamento automóvel, nas ruas. Deduzo, portanto que este importante equipamento, utilizado diariamente pelos cidadãos não tem qualquer cabimento urbanístico na nossa cidade.
Dou um exemplo, na Av Brasil, existem contentores nos passeios, um encostado a uma árvore, no espaço de estacionamento automóvel, encostado a uma paragem de autocarro. Saio do autocarro e dou de caras com o contentor. Como é possível?
Constato, assim que este equipamento não foi nem é pensado, integrado no urbanismo da cidade. Como é possível?
Um importante, serviço, menosprezado por quem nos dirige, constrói.
Se, por um lado, temos programas fantásticos educacionais nas escolas, onde os alunos aprendem a importância do tratamento dos lixos, esta aprendizagem esbarra nas paredes das escolas e não se reflete nas ruas, nas nossas casas. Reparem, por favor, nos contentores e verifiquem todo o tipo de lixo, cartão, restos de comida, plástico, vidro quando, a meia dúzia de metros existem ecopontos de separação de cartão, plástico, metal e vidro.
Faltam políticas públicas de informação, educação, incentivo, fiscalização e, por último, as coimas para os infratores, políticas públicas sérias para a minimização deste problema, lixo citadino. Não me refiro a campanhas gráficas de resultados pouco credíveis, refiro-me a campanhas reais.
O Ecocentro municipal, merece uma visita da nossa parte para percebermos melhor este problema. Sim uma visita, uma visita.
Gostaria de deixar aqui o meu apreço e o meu obrigado aos trabalhadores, que recolhem o que deitamos fora, o que já não nos serve, muitas vezes de maneira imprópria e despropositada, demonstrando um preconceito e desprezo por este importante trabalho.
O meu obrigado, a todos os trabalhadores que todos os dias nos deixam uma cidade limpa, apresentável. Obrigado.
Fiquem bem. Sejamos felizes.
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