Opinião

Ainda os Outdoors

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Referimos noutro artigo, que as eleições autárquicas transformaram a nossa cidade naquela com mais outdoors por quilómetro quadrado. Ainda assim, não esgotamos o tema e encontramos neste assunto outros interesses.

Um deles é o facto de os materiais dos outdoors não serem papel ou tecido de fibras naturais, mas de materiais plásticos derivados do petróleo. Estes não são biodegradáveis e a reciclagem ou é impossível ou é muito difícil - quando se consegue é à custa de altos consumos de energia.
Todos sabemos que a União Europeia tem vindo a incentivar os países, os cidadãos e as empresas para que substituam materiais derivados do petróleo, por outros facilmente recicláveis e biodegradáveis. Contudo os partidos que mais se reclamam “europeístas” ignoram estas recomendações. “Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz.”
Lemos “ambição” nalguns outdoors. Logo nos vem à memória quanto perigosa pode ser esta palavra. A nobreza que governava o nosso País no século XVI teve uma grande ambição que foi conquistar Alcácer-Quibir. Não podia ser mais ruinosa a ambição daqueles governantes. Provocaram um desastre. Para além das mortes, entre elas a do próprio rei, uma criança, causaram a nossa perda da independência e nossa subjugação a Espanha durante 60 anos. Isto para dizer que “ambição” não é necessariamente algo positivo.
Já tivemos uma coligação AD que se reclamava muito ambiciosa que ganhou eleições duas vezes em São João da Madeira. Desse tempo temos recordações negativas. Ninguém pode ignorar a acção vergonhosa do Presidente da Junta de Freguesia de São João da Madeira eleito pela a AD em 1979. Nem o facto do Presidente da Câmara eleito por grande maioria em 1979 e 1982, com o estatuto de independente, portador de um grande capital de simpatia na população “ter batido com a porta”, demitindo-se por falta de lealdade de alguns que o acompanhavam.
Lemos “ser liberal é ser sanjoanense”. Que estranha forma de começar. Então quem for daquela confraria é sanjoanense? É um slogan sem qualquer sentido. No mínimo é falta de gosto.
Lemos também que “o futuro começa agora”. Como? O futuro começou quando os primeiros sanjoanenses se organizaram por aqui e constituíram um pequeno povoado. É um disparate alguém tentar pôr o contador a zero, agora. São João da Madeira tem história. Podem não gostar de a ler, mas não podem apagá-la.
Pior de tudo, lemos numa faixa plástica, mesmo em frente à Policia, “Vamos salvar São João da Madeira”. A nossa cidade precisa que a salvem?

O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico.
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