
Após 49 anos do 25 de Novembro de 1975 - numa conjuntura de grande crescimento parlamentar das forças neofascistas - a direita portuguesa mobilizada pelo Chega aprovou na Assembleia da República uma deliberação para se passar a comemorar a data.
Cada um comemora o que entender. Estamos num país onde a liberdade deverá ser usufruída por todos, no quadro das Leis e da Constituição. Contudo, não tenhamos ilusões. Os apoiantes desta proposta - que não se lembraram durante 49 anos - têm como objectivo ofuscar o 25 Abril.
À volta do tema 25 de Novembro, temos assistido a uma enxurrada de mentiras que não podemos ignorar. Isso impõem o estudo dos acontecimentos da altura e o combate à sua deturpação.
Falsificar factos e alterar a História é a pior herança que se pode deixar às gerações futuras. Reconhecemos que há pessoas que não sendo de esquerda - como o historiador Pacheco Pereira que é militante do PSD – contam os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975 com respeito pela verdade. Contudo, a regra nesse hemisfério politico é diferente.
É por isso que no dia 26 de Novembro, na Biblioteca Municipal, pelas 21 horas se fará a apresentação do livro “O 25 de Novembro a Norte - o processo revolucionário no ano de 1975”. Trata-se de uma obra de Jorge Sarabando, editada pela Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. O autor descreve e analisa, com inquebrantável respeito pela verdade, os acontecimentos que ocorreram, mês a mês, no ano de 1975.
A apresentação desta obra e o seu debate são abertos ao público. Isto permite a todos, independentemente das suas opções politicas e ideológicas, confrontar o autor com os temas nela contidos.
Com este trabalho Jorge Sarabando contribui de forma muito importante para o esclarecimento dos factos. É um livro imprescindível para quem procurar a verdade sobre este período em Portugal.
É um livro que recomendamos!
O autor escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico
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