Opinião

A nossa causa, São João da Madeira, a nossa cidade

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Caros Sanjoanenses,
Sou a voluntária de rua da Causa Animal de São João da Madeira.
A nossa cidade, pela área que ocupa, 8km2,representa a mais pequena cidade de Portugal.
Podemos e devemos querer uma cidade onde viver nos torna felizes.
Estamos, “às portas” de eleições autárquicas, neste espaço de tempo até às mesmas, tudo nos vai ser prometido, mais uma vez, por todos os que pretendem governar, portanto esta será a nossa causa, a nossa cidade, temos de estar atentos.
Podemos, temos esse “poder”, questionar, as promessas, por exemplo, como vão as mesmas ser realizadas? Quando? Em que tempo?
Devemos, observar, compreender e desejar, uma cidade que represente a “casa”, o” porto de abrigo” de todos nós, Cidadãos sanjoanenses, de todos os seres que connosco a partilham, animais, árvores.
Li, na semana passada o artigo sobre o cadáver de um gato, numa rua da nossa cidade.
Fiquei deveras preocupada com a indiferença e laxismo, por parte da nossa câmara municipal, no tratamento desta questão.
Percebe-se, na minha humilde opinião, que algo falha nesta área, ambiente, causa animal.
Quando o cidadão encontra um animal doente ou acidentado na via pública, deve comunicar aos serviços municipais, na ausência destes à PSP, estas duas entidades devem dar resposta, para onde encaminhar o animal.
O município e os serviços desta área, ambiente/animal, funcionam de segunda a sexta das 9h às 16h30.
Sábado, domingo, e durante a semana das 16h30 às 9h do dia seguinte, o município está encerrado.
Pelo que aconteceu, o município, nestes períodos de tempo, não sabe o que fazer, nem dizer aos seus cidadãos como devem proceder.
Lamentável, depois de tanta conversa sobre a causa animal, o básico é esquecido. Lamentável.
Na minha opinião, este setor, terá de funcionar com uma equipa multidisciplinar no sentido de dar respostas a esta questão e outras que poderão aparecer.
Da minha experiência de voluntária de rua, quando sou confrontada com um cadáver de animal, comunico à médica veterinária municipal e levo o cadáver a uma clínica da cidade, parceira do município.
Aqui, é verificado se o cadáver possui chip de identificação, pois pode ser um animal que fugiu, que se perdeu e tem um tutor à sua procura.
Ou pertencer a alguma colónia ou associação animal, como já aconteceu, e é necessário informar e dar baixa do registo desse animal, contribuindo assim para a atualização dos animais existentes.
Aqui, na minha opinião, dado a ignorância do município no sentido de como proceder, o resultado foi este, o jogo do empurra e, no final, não viram nada.
Na minha opinião, pela minha experiência, o município funciona muito bem, quando são realizadas queixas ou denuncias dos cidadãos, uns contra os outros.
Aqui o município sabe o que fazer. Devo dizer que esta postura, na atualidade é desadequada, nunca resolveu qualquer problema, nem resolverá.
Apelo aos senhores que pretendem governar a nossa cidade, no sentido de mudarem esta atitude municipal e procurarem consensos, onde em vez de multas, denúncias e queixas descabidas e maliciosas, sejam pró-ativos, informem e eduquem os cidadãos nestas áreas, promovendo assim o bem-estar geral.
Fiquem bem! Sejamos felizes!

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