
A equipa “Triciclo”, do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite (AESL), participou no European RoboCupJunior 2025, que decorreu, entre os dias 4 e 7 de junho, em Bari, Itália.
A equipa, composta por dois alunos do curso profissional de Mecatrónica – Gonçalo Alves e Leonardo Reis – foram acompanhados pelos docentes Ângela Resende, José Paulo Sá e Marco Vasconcelos.
“Este convite reveste-se de uma enorme importância para a escola porque, para além de valorizar o nosso nome a nível local, nacional e internacional, demonstra a qualidade do nosso ensino, especialmente nas áreas da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática (STEM). Considero, ainda, que reforça a imagem da escola como inovadora, dinâmica e focada no futuro”, garantiu Helena Resende, diretora do Agrupamento, a ‘O Regional’.
A participação no evento europeu surgiu na sequência de um convite dirigido por Rui Batista, representante do RoboCupJunior em Portugal, que, segundo a responsável, foi motivado pelo desempenho da equipa no Festival Nacional de Robótica 2025, realizado este ano na Madeira. A equipa, na Competição First Challenger – Escalão 3 – Nível I e II, classificou-se em primeiro lugar. No Nível III, também alcançou o primeiro.
A presença da equipa “Triciclo” em Bari representou não só o AESL, mas também Portugal, num palco europeu, onde se promove a robótica, a cooperação internacional e o desenvolvimento de competências técnicas entre os jovens.
Helena Resende assegura que a questão relacionada com a importância do Ensino Profissional é muito pertinente. A participação destes alunos e os bons resultados obtidos na Madeira “mostram” que os cursos profissionais “não são uma via alternativa de segunda escolha, mas, sim, um percurso de excelência, com uma forte componente prática e inovação”. Assegura que este ensino evidencia que os cursos profissionais preparam os alunos para desafios “concretos e complexos”, aplicando conhecimentos técnicos em situações práticas, como é uma competição nacional e internacional. “Acho, igualmente, que reforça o papel dos cursos profissionais como via legítima para o ensino superior ou inserção qualificada no mercado de trabalho. Acresce o facto de que os Cursos Profissionais promovem o desenvolvimento de competências transversais e técnicas, como programação, robótica, eletrónica, gestão de projetos e trabalho em equipa.”
A finalizar, a responsável máxima pelo agrupamento fez questão de lembrar que o Clube de Robótica é destinado aos alunos dos Cursos Científico-Humanísticos e do Ensino Básico Geral e que, a longo prazo, este tipo de projetos “pode abrir portas ao futuro académico e profissional dos alunos, como, por exemplo, bolsas internacionais, recrutamento por empresas de tecnologia (…)”.
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