Educação

AEJSC renova liderança com olhos postos no futuro

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“Um dos grandes objetivos, que se mantém, é o de continuar a projetar o Agrupamento como unidade de referência na cidade e na região.” A frase é de Ana Magda, que foi reconduzida na última semana como diretora do Agrupamento de Escolas João da Silva Correia (AEJSC), para o mandato 2025-2029.
Durante a cerimónia de tomada de posse, Ana Magda sublinhou o significado pessoal e institucional do cargo. “Ser diretora do Agrupamento é, antes de mais, assumir uma ligação profunda à nossa escola, à sua cultura e, sobretudo, às pessoas que diariamente a constroem.” Uma visão de continuidade que se materializa no lema “Nós somos AEJSC”, assumido desde o início do seu primeiro mandato. “Tem sido muito gratificante ver cada vez mais cimentado o sentimento de pertença, a coesão e o orgulho com que esta frase é proferida pelos membros da nossa comunidade”, declarou a ´O Regional´.
Na base da sua recandidatura estão três linhas orientadoras que estruturam o Projeto Educativo iniciado em 2021: reforçar a identidade do AEJSC, através de uma liderança participada; colocar o aluno no centro da sua aprendizagem, contribuindo para o seu sucesso educativo e desenvolvimento integral; e promover a qualidade da prestação do serviço educativo. Ana Magda reforçou também à nossa reportagem que pretende realizar um trabalho “em prol da comunidade, para a comunidade e com a comunidade, investindo na melhoria contínua de um ensino que prepare os alunos para os desafios de uma sociedade em constante mutação.”
Recordou o início do seu percurso na direção do Agrupamento. “Há quatro anos, iniciei este cargo com muitas expetativas, sonhos e, naturalmente, alguns receios. Gizei, com a colaboração de todos os elementos da comunidade educativa, um Projeto Educativo com metas muito objetivas e concretas que, paulatinamente, e com a participação ativa de todos os intervenientes, fomos concretizando.” A diretora destacou também o papel “diário e fundamental” da equipa diretiva, das estruturas intermédias, do pessoal não docente e das parcerias com stakeholders externos, essenciais para a concretização dos objetivos definidos.

Desafios “permanentes, diários e inerentes”

Quatro anos depois, diz que mantém vivos os sonhos. “Acresce-me mais viva ainda a certeza de que o caminho se faz em conjunto, passo a passo, objetivo a objetivo”, enfatiza.
Os desafios do cargo são, segundo a própria, “permanentes, diários e inerentes” à responsabilidade da função. Trata-se, refere, de um papel que exige competências em áreas tão distintas como a liderança, a gestão, o planeamento e a comunicação. Ainda assim, garante: “Proponho-me a continuar a exercer o cargo com a postura que me guia na vida: dialogar e ouvir.” E acrescenta: “Defendo uma liderança partilhada e participativa, centrada na promoção do bem-estar dos alunos e de toda a comunidade educativa. Só assim se garantem decisões mais justas, eficazes e sustentadas.”
Sobre os desafios do ensino público em Portugal, Ana Magda aponta a necessidade de garantir a igualdade de oportunidades num contexto de crescente diversidade cultural nas escolas. “Temos assistido a um aumento de alunos de diversas nacionalidades. Esta é também uma realidade nas escolas de São João da Madeira”, que, no seu entender, têm feito um “excelente trabalho, no que concerne à inclusão e à equidade.”
Outro ponto crítico é o envelhecimento do corpo docente, uma questão que considera urgente. “Urge, portanto, uma aposta, por parte da tutela, na formação de novos professores e na implementação de medidas que tornem a carreira mais atrativa, mas, não esquecendo de cuidar dos docentes que têm já muitos anos de serviço e que, durante muito tempo, se sentiram (e foram) desvalorizados.”
Também as novas tecnologias representam um desafio crescente. “As tecnologias fazem parte do dia a dia dos nossos alunos e exigem da parte dos professores uma constante adaptação e investimento na formação, com consequências nas metodologias de ensino, que se querem cada vez mais ativas e centradas no aluno.”
Quanto ao novo ano letivo, a diretora é clara nas suas expetativas. “Globalmente, as expectativas são as de que o novo ano letivo seja um ano cheio de possibilidades e oportunidades para que os alunos possam aprender e desenvolver ao máximo as suas competências.” E assume que no AEJSC continuará a apostar-se “no desenvolvimento integral dos nossos alunos e na materialização de uma verdadeira escola do século XXI, mais inclusiva, mais inovadora, mais humana e, por isso mesmo, mais preparada para os desafios do futuro.”

 

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