Educação

40 anos “a construir o futuro”

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O Agrupamento de Escolas Oliveira Júnior celebrou, no passado sábado, dia 8 de julho, o seu 40º aniversário. Para comemorar a data, realizou-se um encontro para toda a comunidade escolar

Mário Coelho, atual diretor do agrupamento, deu as boas vindas aos presentes, salientando que este, ano o, agrupamento comemora “40 anos a construir o futuro”, uma vez que desde a sua fundação “esteve sempre em construção”. O dirigente fez uma contextualização histórica desde a criação da escola, em 1983, até à atualidade, reforçando a particularidade de apenas “em 91” passarem a ter “ensino secundário”.
Durante o enquadramento que disponibilizou ao público, o diretor retratou os problemas que o agrupamento enfrentou ao nível das infraestruturas, na década de 80, quando ainda não podiam usufruir dos “fundos europeus”, situação que viria a melhorar em 1995, quando Manuel Castro Almeida se tornou secretário de estado do Desporto. Também de Mário Coelho partiu a ideia de encontrarem nome para a escola, ou “um patrono”. A escolha recaiu em “Oliveira Júnior” contou, uma vez que foi um industrial que revolucionou a indústria da chapelaria. Assim decidiu-se dar o nome do pai do fundador da Oliva, “António José de Oliveira Júnior”, fundador da chapelaria, no referendo realizado em 2005.
Apesar de todas “as obras” e fases mais atribuladas, naquele ano, a escola foi visitada por um júri que a avaliou em “muito bom”, nos vários parâmetros existentes.
Em jeito de conclusão, acabou por lembrar que a “escola pública” deve ter a função de “acolher e servir de levador social”, e “ser inclusiva”, sendo este o seu principal “papel”.

“Das melhores escolas de Portugal”

O “enorme” contributo dado pela Oliveira Júnior para o “desenvolvimento do concelho” e para a “consolidação da educação em S. João da Madeira”, assim como “qualidade da escola pública”, foram alguns dos aspetos recordados por Jorge Vultos Sequeira. “Quando começou tinha umas instalações de reduzida qualidade e hoje as instalações da Oliveira Júnior fazem dela uma das melhores escolas de Portugal”, reiterou. O socialista enalteceu ainda o trabalho que os professores e funcionários do ensino público prestam à comunidade, afirmando que este “é de enorme qualidade” por ser “universal, não excluir ninguém”, ser “democrático, inclusivo, gratuito”, e por permitir o acesso a “todas as pessoas independentemente da sua condição social”. Sequeira evidenciou igualmente o papel que a escola pública desempenha como “elevador social”, e que foi “uma das maiores vitórias no pós 25 de Abril”. “Uma sociedade coesa e equilibrada só é possível quando a escola pública é um dos principais pilares de ação do estado e das autarquias”, clarificou o edil.
Momentos depois, o presidente lembrou aqueles que considera ser os desafios “mais importantes para os próximos 40 anos da escola”. “Incluir os cidadãos estrangeiros”, reforçar a “aprendizagem” dos adultos “ao longo da vida”, uma vez que “o mundo está em evolução acelerada” e a antecipação “das necessidades educativas do futuro”, foram algumas das problemáticas enumeradas pelo autarca. “As escolas que vingarão são as que se anteciparem. Esse esforço é fundamental para a sobrevivência das escolas”.
No final do seu discurso, Jorge Vultos Sequeira, em nome do Município, ofereceu à Oliveira Júnior e ao seu diretor o livro que a Câmara Municipal editou em parceria com O Regional, “O Regional-100 anos de História”.
No encontro foi também possível, durante toda a tarde, contemplar a exposição fotográfica com fotos dos vários períodos da “vida” da escola e do agrupamento, e visitar as tasquinhas.

À margem da cerimónia falamos com antigos alunos desta instituição, a professora Ana Vinha que denotou ter sido “uma experiência muito positiva”, e que vai ficar “para sempre” na sua memória. “Agora continuo aqui o meu percurso como docente no agrupamento, já passaram 20 anos que faço parte dele. Sou professora na escola dos Ribeiros e também do Espadanal”. A docente contou ter muito boas recordações do atual diretor da escola que era seu professor de matemática, e que “já na altura tinha uma visão diferente da escola e daquilo que deveriam ser as atividades”. “Aqui os alunos estão realmente em primeiro lugar e é isso que importa, estamos cá para defender os alunos”. Por sua vez, André Santos, ex. colega de turma de Ana Vinhas, afirmou ter saído da Oliveira Júnior em 1998, “estive cá 6 anos”. O antigo aluno garantiu ter permanecido em si uma “ligação forte com os colegas até ao dia de hoje”, mas também com professores e funcionários. “Estamos a tentar juntar a minha turma do 10º ano de 96, mas não é fácil. Hoje estamos cá 7, éramos 20”, contou ao O Regional com um sorriso.

 

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