
Circula uma petição pública que defende o fecho do crematório de S. João da Madeira e explica que, manter este espaço no cemitério nº 3, lança “fumos hediondos e gases nauseabundos, nocivos à saúde” de quem vive nos arredores desta estrutura
Uma petição com 23 assinaturas (terça-feira) pede o encerramento do crematório do Cemitério n.º 3, em S. João da Madeira, que entrou em funcionamento em janeiro de 2010. O primeiro subscritor, Amílcar Vieira, lançou, na última segunda-feira, dia 6, a petição online e recebeu, no primeiro dia, 23 subscrições. “Sou um dos lesados”, da rua do Poder Local, em S. João da Madeira, cuja habitação se localiza a escassos metros da chaminé do crematório. A luta deste, e de outros moradores, é antiga e remonta a 2010.
“Já contactei o Ministério do Ambiente, da Saúde, a Câmara Municipal de S. João da Madeira”, e lamenta que não tenha recebido a resposta que desejava, que passava pela “resolução deste problema de saúde. Colocaram um simulador dos fumos, mas o problema do mau cheiro perdura”, afiança.
Trata-se de uma infraestrutura com capacidade para realizar cinco cremações por dia, e a área de influência não se restringe apenas ao concelho. O crematório ocupa um edifício de dois pisos para, assim, simular a descida da urna à terra, através de uma plataforma móvel. O responsável pela petição explica que “as infraestruturas do Crematório Municipal foram criadas e desenvolvidas muito tempo após as zonas residenciais circundantes. Trata-se de um projeto que se encontra muito abaixo do nível dessas habitações, emitindo para a atmosfera e paisagem, fumos hediondos e gases nauseabundos, logo, nocivos à saúde dos munícipes”, refere Amílcar Vieira.
Artigo disponível, em versão integral, na edição nº 3895 de O Regional,
publicada em 9 de junho de 2022
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