Sociedade

“Está uma confusão total e as pessoas estão desanimadas”

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Não foi só a rede de transportes UNIR que levou munícipes à reunião de Câmara. Também o TUS foi alvo de críticas. Fátima Quaresma, residente na cidade há oito anos, utiliza o TUS para ir para o trabalho. No dia 30 de novembro, deslocou-se desde o Parrinho neste serviço, mas o motorista terá parado a viatura no Centro Coordenador de Transportes, informando os passageiros que um colega viria substitui-lo, deixando o “autocarro a trabalhar e de portas abertas”. O outro motorista “não apareceu e todo o mundo veio a pé para casa”, desabafa Fátima Quaresma, afirmando que a situação já “aconteceu algumas vezes”. “Vou a pé da Mercadona para o Parrinho e vice versa porque não passam a horas, passam uma hora depois, os trabalhadores não aparecem. Está uma confusão total e as pessoas estão desanimadas”, criticou.
Além disso, há paragens sem cobertura e algumas que, apesar da cobertura, não possuem laterais. “Há mães que estão com crianças que vêm da escola à chuva e ao frio”, denunciou. Fátima Quaresma pediu ao executivo “que tomasse uma atitude” quanto aos transportes, “porque há muita gente que necessita”.
O TUS, esclareceu o presidente da autarquia, continua a ser operado pela Transdev nos “moldes habituais”. O autarca pediu pormenores sobre a situação concreta, prometeu averiguar e exigir esclarecimentos à operadora. Quanto aos abrigos de autocarros, Jorge Sequeira sublinhou que a câmara nos últimos anos reforçou “imenso as paragens”, tendo instalado cerca de 25 novos pontos, nomeadamente na Avenida da Liberdade, em frente ao hospital, ao centro de saúde ou à ACAIS. “Alguns deles não têm laterais devido à configuração dos passeios, não podemos criar obstáculos aos peões”, justificou. “Não é o cenário ideal, mas foi o cenário possível devido à configuração dos passeios e do território”, acrescentou, pedindo que caso surjam novas situações informe o município, para que possa “melhorar o serviço”.

Informação digital do TUS em francês

A propósito do TUS, o vereador da Coligação Melhor Cidade do País, Tiago Correia, também sinalizou outra falha. Nos abrigos do TUS, nomeadamente no que existe junto ao município, a informação digital está em francês. “Disseram que a empreitada tinha sido terminada, isto já em junho ou julho. Dei prazo para perceber se se ia resolver, mas não está resolvido. Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”, disparou, questionando quando estará resolvido o problema. Jorge Sequeira esclareceu que se trata de uma avaria no software que o fornecedor está “a tentar reparar há algum tempo”. “Tem sido um quebra cabeças”, admitiu o edil, com intervenção de engenheiros no terreno para “tentar resolver” a situação.

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