
Há cerca de seis meses que a CERCI S. João da Madeira mantém uma parceria com dois profissionais da área da estética que, na perspetiva da instituição, fazem muito mais do que apenas cortar o cabelo dos seus utentes.
“Para os nossos utentes, é mais do que uma simples questão estética”, enfatizou a diretora técnica da CERCI S. João da Madeira, Dulce Santos, em declarações ao jornal ‘O Regional’. “Este serviço gratuito promove a inclusão, a autoestima e a qualidade de vida [dos utentes], além de ser uma ajuda fundamental para a instituição e famílias”, considerou. Atualmente, a instituição tem 57 utentes, distribuídos pelas várias respostas sociais. 40 no Centro de Atividades Ocupacionais, 17 na Formação Profissional e nove utentes no Lar Residencial, sendo que estes últimos também frequentam outra resposta social da CERCI. Com idades entre os 19 e os 72 anos, a instituição conta com 30 utentes do sexo feminino e 27 do sexo masculino.

Mediante estes números, como é que a parceria entre a CERCI e os dois profissionais da área da estética funciona? Há dois tipos de serviço – Vítor Hugo, dos salões ‘Vítor Hugo Cabeleireiros’ (situados em Cesar e em Vale de Cambra), cuida de sete utentes do sexo feminino, enquanto Marco André, da barbearia ‘Mr. Guapo Barber Shop’ (situada em São João da Madeira), trata de cerca de 20 utentes do sexo masculino. As histórias de início desta parceria com a CERCI podem ser diferentes, mas com um objetivo comum: ajudar o próximo, sem pedir nada em troca.
“Estas pessoas têm dificuldade em pentear-se, pelo que fazemos cortes mais práticos”
A diretora técnica explicou que, de modo a conseguirem que as utentes do Lar Residencial pudessem cortar o cabelo, contactaram o profissional Vítor Hugo com o objetivo de marcar uma ida das sete utentes da CERCI ao cabeleireiro. “Mostrou-se logo disponível e disse que, sempre que fosse preciso, colaborava connosco, de forma gratuita; e assim nasceu esta parceria”, declarou Dulce Santos. Para o cabeleireiro, não houve nenhum momento de hesitação quando foi contactado. “Sempre gostei e fiz este tipo de serviços, que ofereço com todo o gosto”, afirmou Vítor Hugo. “Normalmente, estas pessoas têm dificuldade em pentear-se, pelo que fazemos cortes mais práticos – geralmente curtos –, mas, quando gostam do cabelo mais comprido, ajustamos o corte”, descreveu.
Poderá ter acesso à versão integral deste artigo na edição impressa n.º 3999, de 1 de agosto de 2024 ou no formato digital, subscrevendo a assinatura em https://oregional.pt/assinaturas/
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