Política

Corridas de carros perturbam empresas na zona industrial das Travessas

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A Coligação PSD/CDS sinalizou que as corridas de carros na zona industrial Travessas persistem e têm dado dores de cabeça aos empresários, que se queixam de ser “insultados” pelos prevaricadores.

A denúncia partiu da Coligação PSD/CDS na reunião camarária, que sinalizou que “muitos proprietários de fábricas se têm queixado de sucessivas corridas automóveis” na zona industrial das Travessas. Quem passa por ali, garantiu o vereador Tiago Correia, “não fica indiferente às inúmeras marcas que o pavimento tem e que são fruto de acrobacias e corridas” que ali se repetem e que o sistema de videovigilância de algumas fábricas confirma. “Há imagens onde os alegados infratores fazem todo o tipo de gestos e outras coisas indecentes”, detalhou o vereador.
Perante situações em que os proprietários são “insultados por um grupo de indigentes” que já chegou “a bater em portões de fábricas”, Tiago Correia pediu uma “postura mais incisiva” do município junto da PSP para que o patrulhamento seja reforçado e cessem os incómodos a empresários e moradores das redondezas.
A Câmara Municipal, garantiu Jorge Sequeira, tem “estado atenta e insistido junto da PSP”. O presidente da Câmara revelou que reuniu, na semana anterior, com o novo comissário da PSP sobre essa matéria, e que daí surgiu uma descoberta inusitada. Fruto de uma ação policial, a PSP descobriu um cidadão na posse de um documento assinado pelo município (pela mão de um vereador), com data de 2011, onde “autorizava a utilização daquela zona para treinos e práticas de motociclismo”, revelou o autarca. Admitindo que na altura o documento foi dado “de boa-fé”, Jorge Sequeira informou que já revogou a autorização, tendo notificado a PSP e o detentor do documento.
Numa visão mais global, o presidente da Câmara defendeu que é necessária “uma intervenção musculada para pôr cobro” à situação naquela zona. O edil admitiu que há sugestões de vedar o espaço ou colocar cancelas, mas como considera as soluções pouco viáveis, a aposta deve incidir “na fiscalização e na repressão”.

Foto DR
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