
Edgar Pinho, diretor desportivo da AD Sanjoanense/Delba, destaca a relevância da organização de uma fase final de uma prova europeia e assume a ambição da equipa levantar o troféu, podendo assim repetir a conquista de 1986.
AD Sanjoanense: O que significa para a secção de Hóquei em Patins da AD Sanjoanense organizar a Final Four da WSE Cup Feminina?
Edgar Pinho: É muito importante para o Clube que tenhamos sido os escolhidos para acolher esta Final Four. Sabemos que nem sempre é fácil para os nossos adeptos estarem presentes nas decisões das competições femininas, e prova disso são as últimas em que estivemos presentes, que foram jogadas em Odivelas, Famalicão e Sesimbra. Por isso, sermos os anfitriões da Final Four da WSE Cup Feminina é uma grande oportunidade para toda a gente ver de perto do que é que esta equipa é capaz.
Porque decidiram avançar com a iniciativa?
Precisamente por isso. Por um lado, para permitir aos nossos adeptos apoiarem a equipa numa decisão de um título europeu na nossa casa, numa altura em que se cumprem 40 anos da conquista nossa europeia, que foi precisamente alcançada no Pavilhão dos Desportos. Por outro, para permitir às nossas jogadoras jogarem uma Final Four europeia no Caldeirão, com as bancadas cheias e de preferência a ganhar o troféu.
“O objetivo desta equipa é ganhar títulos”
Repetir a conquista de um troféu internacional, agora no feminino, é o grande objetivo?
O objetivo desta equipa é ganhar títulos, é algo que já procuramos há muito tempo. Se o pudermos fazer com um troféu internacional, como já foi feito em 1986, será perfeito. Mas claro que estando nesta fase a disputar o troféu com outras três equipas, o grande objetivo tem de ser conquistá-lo.
Quão importante pode ser o fator casa e a força que o Caldeirão e os adeptos transmitem?
É de extrema importância. Este Clube já mostrou vezes sem conta que, com o pavilhão cheio, não há quem nos vergue, seja que equipa for. O feminino não é exceção e na época passada já tivemos uma excelente réplica do que elas conseguem fazer com o pavilhão cheio, quando tivemos cerca de 600 pessoas no jogo da Taça de Portugal frente ao HC Turquel.
São João da Madeira é uma cidade muito ligada ao Hóquei em Patins. Trazer um evento destes para cá é também uma bonita homenagem a esta ligação?
Falar de São João da Madeira sem falar de Hóquei em Patins é praticamente impossível. Quem conhece a nossa cidade e a nossa História sabe da relação umbilical entre a cidade e a modalidade, por isso a realização deste evento em São João da Madeira é uma homenagem bonita, mas que só acontece graças ao trabalho de quem está no Clube, ao apoio da Câmara Municipal e de todos os nossos patrocinadores e parceiros.
Qual a mensagem que se passa internamente para um momento destes?
Internamente a mensagem que se passa é de que esta Final Four é para ganhar e essa mensagem flui entre todas elas de uma forma natural. Ninguém na equipa irá encarar este momento com outra mensagem que não seja a de todos os outros jogos da época: é para ganhar.
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