Cultura e Lazer

“Morte e Transfiguração é um romance polifónico”

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Escritor, residente há mais de 50 anos em S. João da Madeira, apresentou o seu 15.º livro, composto por aproximadamente 500 páginas. “Morte e Transfiguração” é um romance “polifónico” que entre vários assuntos aborda os problemas da terceira idade.

“Morte e Transfiguração” é o título da mais recente obra do escritor sanjoanense Martz Inura, cuja apresentação editorial decorreu na passada, quinta-feira, dia 7, na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira.
Trata-se do décimo quinto livro do autor, com International Standard Book Number (ISBN), composto por 469 páginas dividido em seis partes.
Martz Inura, pseudónimo de Emídio Ferreira de Aguiar, natural de Oliveira de Azeméis, mas residente há mais de 50 anos em S. João da Madeira, salientou perante dezenas de pessoas, que “Morte e Transfiguração” é um livro voltado para os problemas da terceira idade. “Cultiva o género narrativo, embora faça incursões pela poesia e pelo ensaio. É um romance polifónico”. A obra fala ainda da “morte, mas alimenta-se do fulgor da vida, convida à esperança e à superação. Pelo meio, tem capítulos mais exaustivos, escritos para obrigar o leitor a refletir. Se não tiverem tempo, leiam apenas a sexta parte, que tem mais ação”.
O autor de Morte e Transfiguração  explica ainda que a ação do livro começou um pouco antes do aparecimento da covid-19, que “retrata, e estende-se até aos inícios da guerra entre a Federação Russa e a Ucrânia”. Relativamente às suas personagens, assegura que “andam fugidas do bulício da atual civilização, focadas na quietude da natureza e nas virtudes da sua fé. Trata-se de um romance de ideias, que explora a componente psicológica, com um veio condutor policial - é polifónico”.

Apresentação com recurso da inteligência artificial

Irene Guimarães, vereadora da Câmara Municipal, deu início ao evento, realçando que a apresentação tinha duas particularidades, a de incluir pai e filho, e de recorrer à inteligência artificial. A representante da autarquia destacou que o livro, “misturando imagens, vídeos, excertos de boa música, com recurso a inteligência artificial, transformou uma noite chuvosa e fria num agradável e surpreendente serão narrativo-poético”, apelando aos leitores para que “conheçam e desfrutem esta sua última obra literária”.
Coube a Hélder Teixeira Aguiar, filho do escritor, a “difícil” tarefa de apresentar da obra. O reconhecido médico do Centro de Saúde deste concelho, depois de se referir a Richard Strauss, que com a mesma designação escreveu um poema sinfónico, fez algumas observações sobre o livro, refletindo sobre a velhice, a solidão e a decadência física, sobre as personagens principais e as mensagens subjacentes ao romance, do qual leu um pequeno trecho ilustrativo.
A apresentação na Biblioteca Renato Araújo não se limitou às palavras escritas ou ditas pelos intervenientes. Para enriquecer a experiência, a apresentação contou com uma ilustração musical, passando faixas selecionadas para complementar os diferentes momentos do livro.
“A sinergia entre a palavra escrita e a música transportou os presentes para o mundo fictício de “Morte e Transfiguração”, afinal, uma designação bíblica ligada à transcendência espiritual, ao renascimento e à superação da própria morte”, refere ainda o autor da obra.
O recurso à inteligência artificial como recurso auxiliar, a “primeira vez usado nesta biblioteca” neste tipo de eventos, desempenhou um papel inovador. Hélder Teixeira Aguiar leu um pequeno comentário do “ChatGPT” sobre a qualidade geral da obra, e o autor, Martz Inura, utilizou os recursos da Inteligência Artificial para interagir com ela, fazendo-lhe perguntas específicas. Essa combinação de literatura, música e tecnologia deu uma feição dinâmica e elucidativa sobre o autor e o seu novo romance.

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