Cultura e Lazer

Festival de Teatro regressa aos palcos sanjoanenses

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Foi apresentada, na terça-feira (dia 22), a programação da 14ª edição do Festival de Teatro de S. João da Madeira, que regressa aos palcos da cidade depois de dois anos interrompido pela pandemia.

São 20 peças de teatro, 19 das quais levadas a cena por grupos locais, a grande maioria de S. João da Madeira. O Festival de Teatro está de regresso de 27 de março a 24 de abril e esta é apontada como a “edição da possibilidade”.
Ou, como prefere a professora Cristina Reis, do Espaço Aberto, a “edição da POSSIBILIDADE”, em maiúsculas, já que revela “um esforço muito grande de todos”, que se juntam para mostrar “o sentido da educação” que se faz através do teatro.
Lembrando que foi “com muita dor” que viram a edição de 2020 cancelada, a docente sublinha que os docentes não se realizam só através da docência e que o Espaço Aberto “não se restringe ao Festival de Teatro”, apesar de ser o seu projeto “mais abrangente”.
Remetendo para a peça do grupo Recriarte (“A volta ao Recriarte em 5 edições”, que é apresentada dia 9 de abril, às 15h, nos Paços da Cultura), Cristina Reis frisou a importância dos bastidores, partilhando que cada grupo “reagiu à sua maneira”, perante o regresso físico do evento. Uns contactaram a organização, informando que gostariam de participar; “outros entenderam que ainda não era o momento”.
No entender da docente, o festival coloca “em uníssono tanta diferença”, o que é uma “particularidade da comunidade” tornando-o, assim, único no país. Remetendo ainda para o papel da comunicação social na divulgação do evento, a docente concluiu que se trata de “uma comunidade que se expõe e se disponibiliza a fazer acontecer”.
Recorde-se que o Festival de Teatro de S. João da Madeira é organizado pelo Espaço Aberto do Agrupamento de Escolas Serafim Leite e pela Câmara Municipal.
A diretora do agrupamento, Helena Resende, destacou a importância do teatro e as ferramentas que esta arte transmite, entre as quais, autoconhecimento, aumento da autoestima, favorecimento da interação, interesse pela leitura, estimulação cognitiva, sentido de responsabilidade, empatia, tolerância, trabalho em grupo e inclusão social, conforme enumerou.
Por sua vez, a vereadora da educação, Irene Guimarães, lembrou que acompanha o festival desde a primeira edição, tendo-se envolvido como professora e até integrado um espetáculo.

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