
“Chapéus com ATTitude – Criar com o Coração” está patente até 12 de abril, reunindo criações de designers nacionais e equipas do Instituto Português de Oncologia do Porto, numa iniciativa que cruza criatividade e solidariedade
“Foi com uma enorme alegria e um profundo sentido de missão que recebemos uma exposição tão especial, que celebra não apenas a criatividade e o talento, mas também a esperança, a força e a ternura que há em cada um de nós”. As palavras são da diretora do Museu da Chapelaria e referem-se à mostra “Chapéus com ATTitude – Criar com o Coração”, para ver neste equipamento municipal até 12 de abril.
Tânia Reis explica que a exposição nasceu de uma parceria entre o Museu e o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, tendo sido inaugurada a 15 de fevereiro, Dia Internacional do Cancro Infantil.
Integra produções exclusivas de criadores de chapéus e de moda nacionais, como Alexandra Moura, Andreia Lobato, Celso Assunção, Juliana Regadas – Le Trap, Katty Xiomara, Luís Stoffel e Sofia Caldas – Avo Atelier. Estão patentes igualmente criações “concebidas pelas equipas resilientes e dedicadas de diferentes serviços do IPO do Porto”.
São chapéus especiais que lembram aos visitantes do Museu da Chapelaria de “que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível criar beleza, partilhar esperança e celebrar a vida”, como assinala Tânia Reis, salientando que esta exposição “é um testemunho da importância dos museus enquanto espaços de encontro, de partilha e de humanização”.
“As pessoas no centro das prioridades”
Destacando a “importância dos museus enquanto lugares onde a Cultura se põe ao serviço das pessoas”, a responsável do Museu da Chapelaria refere que o trabalho “com a comunidade e para a comunidade” é uma marca do espaço que dirige.
Essa perspetiva sobre a missão do Museu da Chapelaria reflete o entendimento da tutela autárquica desse equipamento cultural, “enquanto serviço cultural atento às causas da comunidade e à dimensão social que queremos que esteja sempre presente na sua atividade”, sublinha o vice-presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira.
Tiago Correia, responsável pelo pelouro da Cultura, sustenta que a abertura ao público em São João da Madeira da exposição “Chapéus com ATTitude – Criar com o Coração” traduz “o compromisso da autarquia com o desenvolvimento de políticas que coloquem as pessoas — especialmente as mais vulneráveis — no centro das prioridades”.
Para o autarca, os chapéus que integram esta mostra são, para além de expressões artísticas, “mensagens de esperança e testemunhos de que a cultura pode ser um poderoso instrumento de humanização, inclusão e transformação social”.
Tiago Correia dirige uma palavra especial às crianças “verdadeiras protagonistas” da exposição, saudando o Serviço de Pediatria do IPO do Porto, “pelo trabalho notável” que desenvolve junto delas e das suas famílias. Agradece ainda aos criadores dos chapéus “pela generosidade, criatividade e sensibilidade”.
Crianças do IPO desfilaram com chapéus da exposição
A cerimónia de inauguração de “Chapéus com ATTitude – Criar com o Coração” contou com um desfile de crianças do IPO do Porto, que usaram chapéus criados pelos designers e chapeleiros nacionais que participaram na iniciativa.
Estes chapéus foram posteriormente integrados nas vitrines do museu, passando a fazer parte desta exposição, juntamente com exemplares produzidos por diversos profissionais do IPO do Porto.
A inauguração contou com as presenças do vice-presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, da diretora do Museu, do presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto, da coordenadora da equipa educativa do respetivo Serviço de Pediatria, bem como de outros elementos dessa instituição de saúde.
De “coração cheio” por fazer parte de “uma iniciativa tão significativa”
Impossibilitado de estar presente na inauguração da exposição “Chapéus com ATTitude – Criar com o Coração”, no Museu da Chapelaria, o criador Celso Assunção (Celsus) – autor de um dos exemplares patentes – enviou uma mensagem em que se manifestou de “coração cheio de gratidão por fazer parte de uma iniciativa tão significativa”, refletindo o sentimento de todos os envolvidos.
O autor saudou os seus colegas que também “abraçaram esta causa tão nobre”, demonstrando que “a criatividade, quando aliada ao coração, ganha uma dimensão muito maior do que a estética – transforma-se em gesto, em apoio, em presença”.
Dirigindo-se às crianças do IPO que desfilaram no Museu da Chapelaria com chapéus desta exposição, Celso Assunção deixa uma mensagem sentida: “Nunca deixem de acreditar na vossa força. Cada passo, cada sorriso, cada gesto de coragem é maior do que qualquer obstáculo. Vocês são a verdadeira inspiração desta exposição”.
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